São Vicente: Trabalhadores filiados ao Sintap, Sics e Simetec demarcam-se da adesão à plataforma

Mindelo, 26 Nov (Inforpress) – Trabalhadores filiados aos sindicatos da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), de Metalomecânica, Transportes, Turismo e Comunicações (Simetec) e dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) demarcaram-se hoje da adesão à plataforma sindical para “unir e resgatar” a central sindical.

Em conferência de imprensa hoje no Mindelo, o grupo que falava em nome dos trabalhadores dos três sindicatos e ostentava um abaixo assinado dos seus pares com 55 assinaturas, explicou que a criação da plataforma foi uma iniciativa unilateral dos líderes sindicais em São Vicente, que não auscultaram os associados, e que os estatutos dos respectivos sindicatos não preveem a plataforma.

“Repudiamos veemente este tipo de atitudes, porque os trabalhadores não foram ouvidos em relação à criação da plataforma e nenhum estatuto dos sindicatos prevê a criação dessa plataforma. Qualquer cúpula de uma organização só deve tomar posição após ouvir os trabalhadores”, afirmou Camilo Silva, que é filiado na Simetec.

Por sua vez, Baltazar Oliveira, filiado da Sintap, informou que tomaram conhecimento da criação da plataforma, através da comunicação social, com o porta-voz do Simetec a anunciar a adesão dos sindicatos de São Vicente à plataforma dos sindicatos filiados na União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical (UNTC-CS).

“Perguntamos que plataforma é essa. Qual é a real motivação dessa plataforma. Essa plataforma tem alguma base legal. Quem são os promotores, o que é que está por detrás dela”, questionou Baltazar Oliveira, para quem “os trabalhadores não foram tidos nem achados nessa decisão” e “sentem-se enganados, defraudados nas suas expectativas sindicais, porque pertencem à UNTC-SC e não à plataforma nenhuma”.

A mesma fonte defendeu que “os sindicatos pertencem aos trabalhadores e não aos presidentes”, e que “os associados merecem respeito, porque são eles que, todos os meses pagam quotas que suportam o funcionamento dos sindicatos, os salários e gratificações dos presidentes”.

Estes presidentes, acrescentou Baltazar Oliveira, “exercem actividades profissionais em outras instituições e há outros que estão reformados, mas que mensalmente continuam a auferir dinheiro dos trabalhadores”.

Em jeito de remate, o grupo pediu aos representantes aos líderes do Sintap, Sics e Simetec para “recuarem na decisão, porque os trabalhadores não se reveem em nenhuma plataforma”.

Na semana passada, 12 sindicatos filiados na UNTC-CS apresentaram publicamente, no Mindelo, a Plataforma Sindical que objectiva “unir e resgatar” a central sindical e, a médio prazo, apresentar uma alternativa “forte e credível” à actual liderança de Joaquina Almeida.

O vice-coordenador da Plataforma Sindical, Tomás de Aquino, justificou que a razão principal da criação da plataforma sindical prende-se com o facto de a secretária-geral da UNTC-CS, desde que foi eleita, nunca ter prestado contas aos associados dessa central sindical, que são os sindicatos, através dos órgãos próprio, que é o Conselho Nacional.

Na segunda-feira, a União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical disse, em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, que “não reconhece nenhuma plataforma criada à revelia” dos estatutos da organização, apontando ainda perseguição contra a secretária-geral, Joaquina Almeida.

CD/DR

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos