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São Vicente/Tartarugas: Campanha inicia-se quinta-feira – coordenação ainda aguarda pelo financiamento

Mindelo, 31 Jul (Inforpress) – Responsáveis da campanha de conservação das tartarugas marinhas na ilha de São Vicente prometem arrancar esta quinta-feira, 01 de Agosto, com a campanha de 2019, apesar de ainda não se encontrar disponível o financiamento.

Segundo a responsável do INDP na campanha, Sandra Correia, o financiamento da Direcção Nacional do Ambiente, em 400 contos, que é o grosso, “está garantido” mas ainda não entrou na conta da campanha.

“Mesmo assim vamos arrancar com os recursos humanos e algum esforço de dívida e aguardar que o financiamento  entre nos próximos dias”, reforçou a mesma fonte, que explicou que a campanha de 2019 vai decorrer até meados de Setembro com patrulhas nocturnas e, do final de Setembro em diante, com a monitorização de ninhos.

Apesar de o “grande desafio” da campanha este ano ser o transporte para deslocações às praias mais afastadas da cidade, embora, como assinalou Sandra Correia, o apoio dos militares, da Polícia Nacional e de particulares, a meta é a esperança no nascimento de “muitas mais tartarugas e que a caça seja menor do que no ano passado”, desejou.

Durante o lançamento oficial da campanha de 2019, ocorrida hoje no Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), coube ao coordenador da campanha da parte da Associação Desportiva, Recreativa, Cultural, Social e Ambiental de Ponta d’Pom, Nelson Lopes, divulgar os resultados da campanha de conservação das tartarugas marinhas em São Vicente do ano passado.

Lopes indicou, na ocasião, que foi registado um “número recorde”, quer de ninhos quer de nascimento de tartarugas, com 1.320 ninhos e cerca de 3.000 mil saídas de tartarugas.

A campanha de 2018, indicou, deu “satisfação porque houve envolvimento da sociedade civil, num “ano incomum” com muitas tartarugas e em que a equipa ganhou mais um mês de protecção porque concluiu a campanha no final do mês de Outubro, em vez de Setembro.

Por outro lado,  Nelson Lopes apontou a caça de tartarugas como o “principal problema”,  pela proximidade das praias a algumas localidades, tendo ocorrido a caça de “mais de 80 tartarugas” em 2018.

“Mas temos feito sensibilização junto das populações e este ano vamos envolver a população de Salamansa no programa, e a meta é diminuir a caça em toda a ilha e as pessoas vão colaborar, com certeza”, concluiu o responsável e voluntário da causa da protecção das tartarugas marinhas.

O INDP, em parceria com a Associação Ponta de Pom e outras instituições nacionais e estrangeiras, têm vindo a implementar o Projecto de Conservação das Tartarugas Marinhas em São Vicente, há já alguns anos, uma forma de contribuir para a valorização dos recursos marinhos, mais precisamente, na vertente conservação e utilização sustentável.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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