São Vicente: Sindicatos reafirmam que Plataforma Sindical é uma corrente político-sindical interna da UNTC-CS

Mindelo,30 Nov (Inforpress) – O líder do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), Luís Fortes, disse hoje que a Plataforma Sindical a que os sindicatos de São Vicente vão aderir é uma “corrente político-sindical da UNTC-CS”.

Luís Fortes falava em conferência de imprensa em reacção às declarações de quatro sócios dos sindicatos em São Vicente que contestaram a adesão à Plataforma Sindical, ostentando um abaixo-assinado de 55 trabalhadores.

O sindicalista garantiu que os três sindicatos – Sintap, Sics e Simetec – têm em conjunto mais de cinco mil associados, dos quais metade vem pagando, “regular e mensalmente”, a sua quota.

Para Luís Fortes, há que desmistificar a ideia de que a Plataforma Sindical é uma estrutura diferente, criada fora da Central Sindical.

Segundo o mesmo, a plataforma “é, tão-só, uma corrente político-sindical interna” da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical  (UNTC-CS), e não uma nova estrutura, estranha a esta Central Sindical

Aliás, referiu que o direito de tendência e a existência de mais de uma sensibilidade, no seio da UNTC-CS, “não são questões novas” e lembrou também que no VI Congresso da Central Sindical, em 2010, já havia duas sensibilidades e cada uma delas apresentou um candidato ao cargo de secretário-geral.

“A actual secretária-geral da UNTC-CS, que diz não reconhecer a Plataforma Sindical, foi eleita no VII Congresso da UNTC-CS, em 2016, com o apoio de uma das duas sensibilidades, pelo que, no mínimo, é estranha e incompreensível a posição que ela hoje assume em relação à plataforma”, esclareceu o líder do Sintap, que garantiu que os sindicatos de São Vicente apoiaram a actual secretária-geral da UNTC-CS na sua eleição, em finais de 2016.

Porém, acrescentou Luís Fortes, a actual secretária-geral da UNTC-CS fez “exactamente o contrário daquilo que prometeu” naquela data.

“Ao invés da humildade e trabalho em equipa para a união e da solidariedade entre sindicatos e dirigentes sindicais, do escrupuloso respeito pelos estatutos, o que se verificou, após a sua eleição, foi a falta de humildade, a divisão e a violação permanente e reiterada dos estatutos da UNTC-CS”, acusou Luís Fortes, para quem aí está a razão da entrada dos sindicatos de São Vicente na Plataforma Sindical.

Para o presidente do Sintap, são também razões para adesão à plataforma o facto de a secretária-geral da UNTC-CS “nunca ter reunido o Conselho Nacional para prestar contas aos associados”,  de ter “marginalizado e afastado” os sindicatos de São Vicente das actividades da Central Sindical e de ter  “aumentado  de forma arbitrária das quotas” dos três sindicatos entre outros.

“Como se tudo isso não bastasse, a Secretária-geral da UNTC-CS, meteu um processo no tribunal contra a União dos Sindicatos de São Vicente e seus sindicatos pedindo a expulsão dos mesmos desta sede, onde nos encontramos”, acrescentou Luís Fortes, para quem, além de “arbitrária e abusiva” é uma decisão que “extravasa a competência” da secretária-geral da UNTC-CS.

O líder do Sintap revelou que não foram só os sindicatos de São Vicente que participaram na constituição da Plataforma Sindical e que dela fazem parte sindicatos das ilhas de Santiago, Sal, Santo Antão, São Nicolau, Boa Vista e Maio.

Luís Fortes lembrou ainda que o artigo 6º dos Estatutos da UNTC-CS indica que a Central Sindical “reconhece a existência no seu seio de correntes de opinião político-sindical diferentes, cuja organização rege-se pelos presentes estatutos e pelos das organizações sindicais respectivas”.

Pelo que, “não colhe dizer-se que a UNTC-CS não reconhece a Plataforma Sindical”, assegurou.

CD/AA

Inforpress/Fim

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