São Vicente: Sindicatos e trabalhadores do INMG pedem intervenção do Governo para aprovação do PCCS

Mindelo, 02 Dez (Inforpress) – O secretário permanente do Sindicato dos Transportes da Administração Pública (Sintap) pediu hoje ao Governo que faça uma intervenção no Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) para aprovar o Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS).

Em conferência de imprensa na sede da União dos Sindicatos de São Vicente (USV), o líder do Sintap, Luís Fortes, que também falou em representação do Sindicato dos Transportes, Comunicação e Administração Pública (Sintcap), disse que o PCCS “é uma pendência de justiça, de carácter urgente, necessária e indispensável para o bom funcionamento do INMG”.

“Os colaboradores do INMG querem o PCCS aprovado, ainda este ano, para que este instrumento venha a trazer justiça, equilíbrio, valorização, igualdade, equidade e reposição dos direitos laborais aos que, de facto, têm de pé, com muita responsabilidade e dedicação o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica”, afirmou Luís Fortes.

Segundo o sindicalista, a não publicação do PCCS já motivou várias lutas dos trabalhadores do INMG, por exemplo em 2019 em que iniciaram o ano com um pré-aviso de greve que só não foi adiante, porque a administração pôs à mesa para negociação a proposta do PCCS.

Uma atitude que, segundo o secretário permanente do Sintap, “veio a revelar-se mera manobra para ganhar tempo, porque até hoje não se conseguiu nada palpável”.

A mesma fonte lembrou ainda que nos finais de 2019 os sindicatos marcaram uma greve no INMG, tendo em conta que 11 meses se passaram depois da apresentação da proposta do PCCS sem nenhum avanço.

“Esta greve foi novamente suspensa devido ao expediente de requisição civil de todos os funcionários por parte do Governo”, ajuntou ainda o sindicalista, lembrando que “em 2020 os trabalhadores do INMG consumaram uma greve, apesar da requisição civil do Governo que não cumpriu os preceitos legais”.

Luís Fortes avançou que por causa dessa greve, decorre ainda nos tribunais várias queixas, por causa de represálias, processos e perseguições cujo o resultado o sindicato está ainda à espera.

O líder do Sintap garantiu que apesar de agastados com esta situação, os trabalhadores do INMG continuam encorajados na luta pelos seus direitos e dignidade laborais, até as últimas consequências, que poderão ser processos nos tribunais e uma nova greve, caso não se aprove o PCCS.

CD/DR

Inforpress/Fim

 

 

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