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São Vicente: Sindicatos ameaçados de despejo das instalações no Mindelo

Mindelo, 27 Dez (Inforpress) – Os sindicatos de São Vicente estão neste momento ameaçados de despejo das instalações no Mindelo, devido a uma queixa interposta pela secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTCC-CS), avançou a direcção dos sindicatos são-vicentinos.

Conforme o presidente da União dos Sindicatos de São Vicente, Eduardo Fortes, explicava hoje em conferência de imprensa, no Mindelo, foram notificados no dia 25 de Novembro último pelo Tribunal de São Vicente por uma queixa movida pela secretária-geral da UNTCC-CS, Joaquina Almeida, cuja finalidade é a expulsão dos sindicatos das suas instalações no Mindelo.

“A UNTC-CS apresentou uma queixa contra si própria, porque a UNTC-CS não é a secretária-geral, mas sim, é um conjunto de sindicatos filiados”, disse a mesma fonte, adiantando por isso não compreender como a secretária-geral teve esta “capacidade” de intentar esta acção.

O assunto foi exposto na assembleia-geral dos sindicatos de São Vicente, realizada na última semana, que considerou esta queixa um “total absurdo”, segundo a líder sindical, e exigiram a convocação o “mais urgente possível” da reunião do Conselho Nacional para rever a crise instalada no seio da Central Sindical.

“É uma situação grave contra os sindicatos e também contra os trabalhadores de São Vicente”, defendeu Eduardo Fortes, acrescentando que já tomaram as previdências e responderam pela mesma via judicial com uma contestação e vão ver outros passos, por exemplo, de dar o conhecimento da situação a instituições nacionais e internacionais.

O outro membro da direcção da União dos Sindicatos de São Vicente, Tomás Aquino, disse reconhecer que o edifício é propriedade da UNTC-CS, uma vez que foi esta uma via para efectivação junto do Estado. No entanto, ajuntou, foram os sindicatos na ilha que trabalharam todo o processo para obter oficialmente este edifício ocupado “pacificamente” em 1974, enquanto a UNTC-CS só foi criada em 1978.

O sindicalista considera ser a queixa uma “perseguição” aos sindicatos sediados no Mindelo, que não se reveem na forma como Joaquina Almeida está a comandar os destinos da UNTC-CS “não respeitando os estatutos da organização e nem os sócios”.

Até porque, segundo a mesma fonte, já contam com o apoio e solidariedade de 12 dos sindicatos filiados na organização.

A conferência de imprensa serviu ainda para abordar a questão da manifestação nacional marcada para 13 de Janeiro de 2020, em que pedem a mobilização geral dos trabalhadores.

Eduardo Fortes vai mais longe e exorta os trabalhadores a “despirem as camisolas de partidos políticos e penalizarem nas urnas todo e qualquer Governo que não cumprir as promessas”.

“É isso que nós, enquanto sindicalistas, devemos começar a despertar nos trabalhadores, mostrar-lhes que não é a defesa da camisola de partidos, mas sim defesas dos interesses pessoais, familiares, sociais, etc”, lançou o líder sindical, para quem a possibilidade de uma greve geral não está descartada.

LN

Inforpress/Fim

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