São Vicente: Sindicalista diz que bombeiros “não têm motivos” para comemorar os 62 anos da corporação 

Mindelo, 08 Set (Inforpress) – O coordenador do Siacsa em São Vicente denunciou hoje um conjunto de problemas que diz afectar os bombeiros na ilha, os quais, indicou, “não têm motivos” para celebrar os 62 anos da corporação, que se comemoram hoje.

“Não há motivos para comemoração nos bombeiros, pois os problemas que afectam a classe são ainda muitos e graves”, reforçou Heidy Andrade, coordenador local do Sindicato de Indústria, Serviços Gerais, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Segurança Privada e Serviços Marítimos e Portuários (Siacsa), em conferência de imprensa.

O sindicalista focou-se na situação de seis elementos da corporação, os mais antigos, em idades de reforma, cujos processos “estão a andar” desde 2021 e até agora “sem resposta da câmara”, entidade que, em Março, segundo a mesma fonte, decidiu suspender-lhes os subsídios de turno e de risco dos respectivos salários.

Heidy Andrade discorda deste corte, pois, sintetizou, deveriam manter os subsídios até a consumação da reforma, até porque se trata de um grupo com “cerca de 40 anos de serviço, que trabalhou sem folgas e feriados trabalhados e não pagos e sem promoções”, que está a ser lesado.

Daí, continuou, o Siacsa não descarta uma “provável concentração” do grupo à frente da câmara “ainda este mês” para mostrar a sua insatisfação.

Da mesma forma, Heidy Andrade chamou a atenção da câmara sobre o memorando de entendimento, cuja execução deve ocorrer em Dezembro, por desconhecer os meandros para a sua conclusão, nomeadamente concurso para recrutamento de 12 novos bombeiros e promoção dos em efectivação de funções, “para evitar um novo pré-aviso de greve” no final do ano.

O sindicalista denunciou ainda que o parque automóvel dos bombeiros municipais se encontra “num estado de tristeza”, com “veículos prioritários e essenciais sem manutenção” o que representa “um perigo” para quem neles trabalham, bem ainda o estado do edifício sede dos bombeiros com “problemas na estrutura” como fissuras nas paredes e levantamento do piso.

“Não obstante a procura de diálogo por parte do sindicato para buscar soluções esbarramos sempre no silêncio de quem de direito”, finalizou o coordenador do Siacsa em São Vicente.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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