São Vicente: Sindep exige pagamento de salários a novos professores até final de Novembro

Mindelo, 21 Nov (Inforpress) – O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), Nelson Cardoso, exigiu hoje ao Ministério da Educação que faça até finais deste mês o pagamento dos salários dos novos professores, que estão em “grandes dificuldades”.

O sindicalista fez estas considerações em conferência de imprensa, no Mindelo, convocada para denunciar algumas situações, que querem “imediata correcção e resolução”.

Entre estas está, segundo a mesma fonte, o não pagamento do salário aos professores que iniciaram as suas funções neste ano lectivo nas diferentes ilhas, colocando-os em “grandes dificuldades”, principalmente, nas ilhas chamadas “periféricas”.

“Neste sentido, o Sindep exige que o pagamento do salário a estes professores seja feito até ao final deste mês de Novembro, de modo a devolver-lhes dignidade e meios para honrar os seus compromissos do dia-a-dia”, lançou.

Nelson Cardoso exortou ainda o Ministério da Educação a fazer a transferência de todos os descontos efectuados ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), com carácter retroactivo à data que iniciaram funções, de modo a permitir esses professores beneficiarem da cobertura médica e medicamentosa a partir do quarto mês, “como manda a lei”.

Alertam ao Ministério de Educação, que estão a acompanhar de perto a situação “para evitar muitos professores verem o seu dinheiro descontado e, no entanto, o INPS a negar a tal cobertura, porque o ministério não transferiu os montantes descontados”.

“Isto é ilegal e imoral”, advogou o vice-presidente do Sindep.

Entre as exigências, o sindicalista apresentou ainda a concretização de todos os processos de aposentação que, como disse, deve acontecer até o final do mês de Dezembro e que “se coloque um basta no assédio moral e perseguição aos professores por parte de alguns dos dirigentes e colaboradores locais do ministério”.

Nelson Cardoso asseverou terem recebido denúncias, por exemplo, do concelho de Santa Cruz, na ilha de Santiago e que estão mais relacionadas com questões de cor política.

Por outro lado, ajuntou, pede-se ao ministro da Educação para reconfirmar aos professores cabo-verdianos que no orçamento de Estado de 2023, aprovado, estão contempladas verbas para a “resolução cabal” de todas as pendências “como vem dizendo desde que assumiu as suas funções”.

“Queremos acreditar e esperemos que se cumpra”, concretizou Nelson Cardoso.

LN/CP

Inforpress/Fim

 

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