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São Vicente: Siacsa denuncia alegadas represálias aos vigilantes de segurança privada após greve (c/áudio)

Mindelo, 06 Mar (Inforpress) – O presidente do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção civil, Serviço e Afins (Siacsa) denunciou hoje, no Mindelo, que os vigilantes da segurança privada estão a sofrer represálias após a greve realizada na semana passada.

Segundo Gilberto Lima, que falava em conferência de imprensa na manhã de hoje, no Mindelo, depois da greve dos vigilantes, realizada nos dias 24,25 e 26 de Fevereiro, começaram as “perseguições em forma de retaliação”, que passam por “descontos exagerados e ilegais na empresa Sepricav”, que juntaram os descontos dos dias de greve, mais os valores destinados aos lanches.

“Num acto contrário à lei, pois os descontos devem recair apenas no salário base diário dos vigilantes”, disse, adiantando ainda que na empresa Sonasa os vigilantes estão sendo “ameaçados de despedimento”.

Por isso, segundo a mesma fonte, o sindicato está neste momento a trabalhar nos documentos para enviar à Inspecção-geral do Trabalho (IGT), que actua em “matéria de ilegalidade”, e ainda às empresas como Sonasa, Sepricav e Silmac.

“Não podemos estar constantemente com este estado de coisas”, defendeu Gilberto Lima, que voltou a falar em “clima de medo” no meio laboral em São Vicente, que leva trabalhadores a desvincularem-se dos sindicatos, ou então a nem se sindicalizarem.

O presidente do Siacsa disse que o Governo “esteve bem” em não recorrer à requisição civil durante os três dias de greve, aliás medida que considera “ilegal” por não estar promulgado.

Entretanto, disse não entender, por outro lado, o porquê do “compasso de espera” para publicação do Preço Indicativo de Referência (PIR), que deveria ter sido feito “há muito tempo”, e para a normalização do salário dos trabalhadores de segurança privada

“O Governo não serve do artigo 108 do Código Laboral para cumprir essa demanda que deveria ser publicada há muito tempo e nem publica a portaria que obriga as outras partes a cumprir o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT)”, sublinhou, acrescentando que, no caso de São Vicente, a empresa Sonasa “é a única que cumpre o ACT”.

Questionado, por outro lado, se as empresas recorreram a serviços de terceiros durante a greve, Gilberto Lima explicou que os vigilantes “compareceram em massa”, mas que, na parte de tarde, alguns foram trabalhar, justificando que precisam desse dinheiro para compromissos com filhos, banca e parentes doentes.

“Mas, tivemos cerca de 96 por cento de adesão à greve”, asseverou, indicando “não mais que oito trabalhadores”, que foram trabalhar.

O sindicalista aproveitou para denunciar outras situações em empresas com Enapor, ICCO e Atunlo, sendo que nesta última, garantiu, as 300 trabalhadoras, que foram submetidas a gozo de férias, mediante acordo das partes, vão regressar ao trabalho na próxima segunda-feira.

Gilberto Lima anunciou ainda a realização de uma formação dirigida a todos os delegados e dirigentes do Siacsa, em São Vicente, sob o tema “Conceito de negociação e formas de negociação de conflitos”, evento que deverá acontecer entre 12 e 14 do corrente mês.

LN/AA

Inforpress/Fim

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