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São Vicente: Ribeira de Vinha com problemas de cultivo devido à água “muito salobra” – responsável

Mindelo, 02 Mai (Inforpress) – A zona agrícola de Ribeira de Vinha está com problemas de cultivo nos terrenos devido à água “muito salobra”, neste momento aproveitada para cultivo de pasto, informou o responsável de campo da Associação Amigos da Natureza.

Os agricultores neste perímetro agrícola têm deparado com este problema, apesar de iniciativas constatadas nesta mesma zona de dessalinização de água para rega, e, no caso da associação, segundo José Silva, só os permite, practicamente, cultivar pasto para os seus animais.

“A água dos poços está muito salgada e apesar de termos painéis solares para bombar a água a longas distâncias, só a temos aproveitado para fazer pasto”, explicou este responsável, lembrando os tempos em que já conseguiram tirar da terra até cabeças de cebola com peso de meio quilo.

Este antigo agricultor falava à Inforpress durante uma visita de estudos de alunos do Ensino Básico Obrigatório que a agência acompanhou, mas, que também permitiu ver a outra face da moeda com o cultivo em estufa, “bem satisfatório”.

Nestes viveiros hidropónicos, segundo a mesma fonte, estão produzindo espécies como tomate, alface, pepino e até morango, que vendem a particulares e vendedeiras de São Vicente.

“Os tomates e alfaces vendemos a preços simbólicos para também ajudar as vendedeiras, e o morango, cuja iniciativa teve arranque há cerca de dois meses, já tem produção, embora ainda com pouca expressão”, assinalou José Silva, que falou ainda de outros projectos sociais levados a cabo pela associação, como o aluguer de um tractor, que tem possibilitado “e muito” aos agricultores da zona e arredores diminuírem a força braçal.

Outros dos domínios que os “Amigos da Natureza” também estão a fazer a “diferença” é no trabalho de poda das árvores nas estradas de Ribeira de Vinha, São Pedro e outras zonas e cuja lenha está sendo agora requisitada pelas padarias para substituir o uso de combustíveis fósseis.

“Muitas delas estão comprando esta lenha, que, por um lado, é mais saudável, mas também porque dizem que o combustível agora está muito caro”, esclareceu, adiantando vendas tanto em São Vicente como em Santo Antão.

Estas duas ilhas, e ainda mais São Nicolau, também fazem parte do projecto que a organização mantém com o Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) para a produção de leitões, que depois são distribuídos ocasionalmente para famílias de baixa renda.

E foram todos estes detalhes, a que as crianças do primeiro ano de “Padre Cristiano Rodrigues”, em Chã de Alecrim, e “Nosso Amiguinho”, no centro da cidade do Mindelo, puderem observar, assim como as “muitas outras”, que, conforme José Silva, já receberam em visitas durante o mês de Abril e outras programadas para este mês de Maio.

Este contacto com a natureza, que muitos destes alunos do centro urbano de São Vicente só conseguem ter com as visitas de estudo deste tipo e que, segundo a professora Cesarina Lima, permite consolidar os conhecimentos dados nas salas de aula.

“Muitas destas crianças não têm sequer noção destes animais e plantas e com as visitas podemos fazer a ligação entre a teoria e a prática”, lançou.

A mesma opinião defendida pela professora Benísia Timas, para quem são sempre “frutíferas” estas oportunidades de se pode perceber “in loco” as diversidades que a natureza proporciona.

LN/CP

Inforpress/Fim

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