São Vicente: Relançamento do escutismo na diocese do Mindelo é prioridade do Corpo do Escutismo Católico de Cabo Verde (c/áudio)

Mindelo, 16 Out (Inforpress) – O Corpo do Escutismo Católico de Cabo Verde (CECCV) encontra-se no terreno a “lançar as sementes” para relançar e expandir o trabalho dos agrupamentos nas ilhas da diocese do Mindelo, a começar por São Vicente e Santo Antão.

Por esses dias, com efeito, a convite do pároco da Paróquia de São Vicente, padre Paulo Borges, a chefe nacional do CECCV, Zezinha Alfama, esteve em São Vicente e em Santo Antão, no âmbito de um “projecto maior”, uma das prioridades do CECCV, como disse, que é o de expandir o corpo do escutismo católico nas ilhas pertencentes à diocese do Mindelo.

Em entrevista à Inforpress, Zezinha Alfama explicou que dos 62 agrupamentos pertencentes ao CECCV, apenas oito são da diocese do Mindelo, e desses oito, cinco encontram-se inactivos, por diversas razões, mas sobretudo por “falta de liderança”.

Então, continuou, a CECCV desencadeou recentemente uma capacitação de nove jovens candidatos a líderes, mas sobretudo fez a motivação e a divulgação do escutismo nas várias comunidades, referiu, não só na Eucaristia, na igreja de São Vicente, como também em São Pedro, e nas comunidades em que se deu início às catequeses, na Pedra Rolada, em São Pedro e no Monte Sossego.

“Aproveitamos para falar com as crianças, apresentar o movimento e a sua importância, pois a sua finalidade é formar homens e mulheres”, concretizou Zezinha Alfama, “à luz do evangelho do método escutista”, continuou, e que dão um “contributo fundamental” na transformação de Cabo Verde e do mundo.

O objectivo, precisou, é iniciar um projecto que terá continuidade nas próximas semanas, com as inscrições e o início da cativação das crianças e dos adolescentes.

“Correu muito bem, e nesta sequência aproveitamos para ir a Santo Antão, onde estão três agrupamentos inactivos, e reparamos que existe uma grande abertura dos párocos porque todos querem o escutismo na sua ilha”, declarou.

Assim, já está programado para 13 a 15 de Novembro um campo-escola, ou seja um campo de formação para esse grupo de dirigentes das paróquias de São Vicente, Nossa Senhora da Luz, em São Vicente, e as de Santo Antão, em que os párocos se comprometeram em identificar jovens após as acções de sensibilização concretizadas no terreno.

Para esse relançamento do escutismo na diocese do Mindelo, segundo Zezinha Alfama, o CECCV tem “total apoio” dos dois bispos, aliás, avançou, Dom Ildo Fortes, na sua carta pastoral, segundo a mesma fonte, colocou a importância de se ter o escutismo como um “instrumento fundamental” de educação dos mais novos e de evangelização.

“Com certeza estão já lançadas as sementes para o relançamento do escutismo na diocese do Mindelo, particularmente em São Vicente, crentes de que é desta que isto vai levantar voo”, concluiu a chefe nacional do Corpo do Escutismo Católico de Cabo Verde.

O que se quer, finalizou Zezinha Alfama, é que cada escuteiro seja um agente transformador, primeiro da sua própria vida, segundo da sua família, porque o dever do escuta, precisou a mesma fonte, começa em casa, mas também nos lugares onde estão os escuteiros, na escola e nas actividades recreativas e culturais.

Actualmente, de acordo com o último senso de Novembro do ano passado, o Corpo do Escutismo Católico de Cabo Verde agrupa cerca de 3.500 escuteiros distribuídos por 62 agrupamentos e 294 dirigentes.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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