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São Vicente: Reformados do BCA rejeitam “categoricamente” que Fundo de Pensão seja gerido pelo INPS

Mindelo, 07 Mai (Inforpress) – Os reformados do Banco Comercial do Atlântico (BCA) afirmaram hoje, no Mindelo, que estão “totalmente contra” que o Fundo de Pensão seja gerido pelo Instituto Nacional de Previdência Social, para não correr “riscos” e perder “muitas regalias”.

Esta “preocupação” foi colocada na final da tarde de hoje, em conferência de imprensa, no Mindelo, pelo denominado núcleo dinamizador dos reformados do BCA, que dizem estar, há tempos, a ouvir na comunicação social sobre a venda da participação do grupo português Caixa Geral de Depósitos no banco cabo-verdiano.

Neste processo, que segundo o porta-voz do núcleo, Manuel da Conceição, os trabalhadores e os reformados não foram “nem tidos, nem achados” e em que já se fala da transmissão do Fundo de Pensão ao INPS.

Algo que estão “totalmente contra”, tendo em conta que se trata das suas vidas, dos bolsos. e que, inclusive, já comunicaram ao conselho de administração do BCA, contudo, recebendo até agora um “absoluto silêncio”.

“Somente fomos informados pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF) que o Fundo de Pensões passaria a ser gerido pelo INPS”, declarou.

“E isso, não queremos, porque o INPS é uma instituição não monetária, gerida pelas participações dos utentes, que estão no instituto, e nós somos do regime privativo do BCA”, garantiu este reformado, adiantando que não vão permitir e de “maneira nenhuma”, perder os direitos adquiridos e concedidos pelo Estatuto do Pessoal do Banco de Cabo Verde (BCV), que derivaram após rescisão.

Aliás, conforme a mesma fonte, o BCV é a instituição que elegem para gerir o fundo e para o qual vão lutar, agora de forma colectiva, mas se “não der”, poderão pedir individualmente a sua indemnização, que “ultrapassa dezenas de contos”.

Também, ajuntou, coloquem a possibilidade de participar na compra das participações da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que, dizem, “não ser dono do BCA”, usando o dinheiro dos reformados, que, asseguram, é “superior ao capital” que o grupo português tem aplicado.

“São valores exorbitantes a reforma dos bancários reformados”, asseverou Manuel da Conceição, para quem só há “desvantagens” em ir para o INPS, onde “qualquer Governo pode ir buscar dinheiro, quando bem quiser”.

“Não queremos que o nosso dinheiro seja levantado por nenhum Governo. O dinheiro é nosso, trabalhamos por ele e lutaremos até à exaustão”, lançou este representante, que disse estarem “preparados para encarar cada passo” e pretendem ir até às “últimas consequências”, inclusive aos tribunais, “caso for preciso”.

Manuel da Conceição questionou a razão de serem os reformados de uma instituição monetária, mas o dinheiro destes estar a ser solicitado para ser transferido ao INPS, por isso, indicou o Governo como o “principal influenciador de todo este processo”.

Acredita que nesta matéria o STIF poderia ter uma palavra a dizer, mas, criticou, este tem servido apenas como “correio de transmissão”.

No entanto, ainda admitem estarem “dispostos e sem briga” à sentarem-se à mesa de negociação com o conselho de administração do BCA, que enfrentarão com ajuda de advogados e gestores do próprio banco, que estão “todos do lado dos reformados”.

Vão também, conforme o porta-voz, reunir-se com os trabalhadores e outros reformados e formar a comissão de reformados e ter um acordo colectivo do trabalho.

Em Dezembro último, o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciara, na Praia, a venda do Banco Comercial do Atlântico (BCA), como parte do plano de reestruturação da instituição financeira portuguesa.

De acordo com Paulo Macedo, que falava aos jornalistas depois de um encontro com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o banco público português optou por alienar o capital que detém no BCA, mantendo a participação no Banco Interatlântico , este dois bancos de que é actualmente accionista maioritário.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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