São Vicente: Redução da prevalência da tuberculose “é uma realidade” – técnicos de saúde animados

Mindelo, 23 Mar (Inforpress) – A médica especialista em Pneumologia, Odete Silva, declarou hoje, no Mindelo, que a situação da tuberculose em São Vicente “melhorou espectacularmente”, passando de 82 casos, em 2013, para 56, em 2017,  uma redução de 31,7% de afectados.

Em declarações à imprensa, à margem de uma actividade na sede da Delegacia de Saúde de São Vicente, que reuniu portadores da doença para uma conversa de reforço das mensagens de combate à doença, Odete Silva referiu que a dedicação dos profissionais de saúde e a descentralização dos doentes, que neste momento estão distribuídos pelos centros de saúde das zonas de residência, onde são seguidos, contribuíram para os ganhos registados nestes cinco anos.

Uma outra razão apontada pela clínica é a estratégia de educação e comunicação preventiva actualmente em curso, que faz o seguimento dos doentes, e leva as pessoas a procurar os serviços de saúde logo aos primeiros sinais, facilitando o diagnóstico.

“O que nos agrada é termos tido uma diminuição da associação da tuberculose e o HIV, pois a tuberculose é a primeira doença oportunista do HIV”, lançou a especialista que faz o seguimento dos doentes da Delegacia de Saúde, fruto, ajuntou, do programa do Ministério da Saúde em que os doentes, neste momento, têm que fazer uma profilaxia da tuberculose de dois em dois anos, “o que diminui, sem dúvida, essa associação”.

Sendo a informação e a educação “ferramentas importantes” para uma “eficaz intervenção social”, ainda segundo a médica, o facto é que se nota actualmente uma diminuição do número de jovens afectados pela tuberculose em São Vicente, ilha que ultimamente não regista mortes por esta patologia.

“Notámos uma coisa muito importante, tínhamos muitos casos de jovens toxicodependentes e neste momento regista-se uma diminuição do número desses jovens, portanto com essa diminuição quer dizer que socialmente as coisas têm melhorado”, concretizou Odete Silva, que chama atenção, no entanto, para o facto de o alcoolismo e a pobreza serem factores que atingem ainda a maior parte dos afectados.

“Mas as coisas têm vindo a diminuir porque mesmos os doentes estão informados e recorrem facilmente aos serviços de saúde, onde os profissionais encontram-se extremamente alertas”, concluiu a especialista em Pneumologia.

Este ano o Dia Mundial de Combate à Tuberculose”, que se celebra este sábado, 24, tem como lema “Líderes por um mundo sem tuberculose”.

AA/CP

Inforpress/Fim

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