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São Vicente/projecto Oceanário: “Não é uma retoma, é o renascimento da baixa do Mindelo” – ministro

Mindelo, 29 Mai (Inforpress) – O Governo apresentou, na tarde de hoje, no Mindelo, a retoma do projecto do oceanário do Mindelo, 20 anos depois, que não será só uma retoma, mas o “renascimento” da baixa desta cidade, assegurou o ministro do Turismo.

José Gonçalves fazia estas declarações durante o acto de apresentação do projecto, na Gare Marítima do Porto Grande, que contou com a presença do arquitecto norte-americano Peter Chermayeff, que deverá assinar o projecto, e que tem entre as suas obras outros oceanários como o de Lisboa, Portugal.

“Não é uma retoma, é muito mais: é o renascimento da baixa do Mindelo, ponto central da cultura e dedicado ao mar”, lançou o governante, colocando acento sobre a requalificação de uma zona hoje “algo degradada”.

Pretende-se, segundo a mesma fonte, fazer com que este oceanário, cuja primeira maquete data de 1999, seja “parte integrante e valor acrescentado” a outras iniciativas, como o Terminal de Cruzeiros.

“Esta linda baía não poderia ser melhor complementada com uma centralidade em torno de um oceanário”, reforçou o ministro do Turismo, adiantando estar “satisfeito” por a Câmara Municipal de São Vicente mostrar “total abertura” para colaborar e fazer de Mindelo “algo especial”, com a pretensão de ceder terrenos adjacentes para complementar o projecto.

José Gonçalves afiançou estar-se a projectar um novo oceanário, mas, à imprensa, disse ainda não falar em prazos, uma vez que Peter Chermayeff vai estar em Cabo Verde, neste primeiro momento, por duas semanas e depois e que será feito todo o trabalho arquitectónico e de viabilidade financeira para suporte do projecto.

Entretanto, por agora, sente-se “reconfortado”, ajuntou, quando pessoas com “grande experiência em grandes coisas”, como o Chermayeff e sua equipa falam com “tanto entusiasmo” de Cabo Verde.

Este entusiasmo também confirmado pelo próprio arquitecto, para quem a antiga capitania, onde situar-se-á o oceanário, e a cidade do Mindelo tem “algo de mágico”, disse, mencionando o facto de ter sido António Jorge Delgado que lhe apresentou o projecto em 1999, enquanto ministro da Cultura.

Agora, ajuntou, fora contactado pelo Embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos, Carlos Veiga, para o retomar 20 anos depois.

Por isso, segundo a mesma fonte, pretende-se fazer “algo especial” juntamente com o povo e o Governo de Cabo Verde, que, assegurou, está a falar a “uma só voz” sobre este assunto.

“E chegar aqui e encontrar todos falando assim, significa que o projecto poderá ser mais forte e mais significativo do que 20 anos atrás”, asseverou.

“Cabo Verde é algo mais, agora importa saber o que é esta coisa”, considerou, instigando os cabo-verdianos a estabelecer uma ligação com New Bedford, nos Estados Unidos, que alberga uma grande comunidade cabo-verdiana para também ajudar na estruturação do oceanário, este mesmo Estado que esteve para albergar uma obra sua do mesmo tipo, mas que não fora adiante.

O projecto do Oceanário do Mindelo vai ser edificado na torre da antiga capitania, actual Museu do Mar, mas também espera-se usar espaços adjacentes, como a Vascónia, a Praça Estrela e a Rua São João como complementos.

Espera-se, segundo o Governo, que este seja um projecto “auto-sustentável, favorecendo o desenvolvimento do mercado turístico cabo-verdiano, à geração de impostos e a criação de novos empregos”.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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