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São Vicente: Projecto Iniciativa de Pesca Costeira – África Ocidental quer melhorar governança no sector – responsável

Mindelo, 10 Dez (Inforpress) – O projecto Iniciativa de Pesca Costeira – África Ocidental, que em Cabo Verde tem como sítios-piloto São Vicente e Maio, apresenta como um dos principais objectivos “melhorar” a governança do sector da pesca artesanal, avançou a administradora.

Este projecto de âmbito regional, está sendo implementado pela FAO, segundo a gestora Edelmira Correia em três países, Cabo Verde, Costa do Marfim e Senegal, mas tem uma componente mais global, desenvolvido na América Latina e na região da Indonésia.

“Este foi elaborado na base de que os recursos haliêuticos estão a diminuir, há muitos constrangimentos na cadeia de valor, há muita perda, que em alguns países de África chega a ser até 90 por cento”, explicou à imprensa, adiantando que a ideia é trabalhar todos estes processos e “melhorar a governança” no sector das pescas.

Objectivos que, conforme a mesma fonte, deverão ser atingidos num período de quatro anos (Setembro de 2018 a Setembro de 2022), sendo que em Cabo Verde escolheu-se, neste primeiro momento, trabalhar em dois sítios-piloto, São Vicente e Maio.

Estas duas ilhas, onde foi realizado um estudo de diagnóstico sobre a cadeia de valor da pesca e cuja socialização acontece de hoje até quinta-feira, no Mindelo. Um documento que, di-lo Edelmira Correia, permitiu verificar “muitos constrangimentos”, entre os quais a qualidade dos produtos, que “nem sempre é das melhores”, embarcações com falta de gelo e outros.

“Nós estamos a fazer o levantamento de todos estes constrangimentos para ver em que medida o projecto pode colaborar em parceria com as autoridades que têm responsabilidade nesta matéria”, asseverou.

Por outro lado, como no caso de São Vicente, que tem a única unidade de transformação industrial de pescado, pretende-se, ajuntou, trabalhar ainda mais a componente conserva, produto que Cabo Verde exporta há alguns anos, mas também, introduzir outros produtos como o peixe salgado seco, croquetes, hambúrgueres, filetes e “dar mais valor acrescentado ao produto e melhorar as condições de vida às populações que dependem das pescas”.

Mas, para isso, segundo a mesma fonte, devem ser tomadas algumas medidas como a revisão da legislação do sector, que embora seja “moderna”, ainda carece de alguns ajustes, uma vez que Cabo Verde ratifica vários instrumentos internacionais, mas que nem sempre são aplicados.

Edelmira Correia referiu mesmo no caso da FAO, que publicou um documento com as linhas orientadores para a pesca artesanal e que, acredita, “o país tem todo o interesse em aplicá-las de forma adequada”.

O estudo inicial de cadeia de valor vai ser socializado nestes dias, em São Vicente, com as comunidades de peixeiras e pescadores de Salamansa, São Pedro e do Mercado de Peixe, no Mindelo.

O projecto “Iniciativa de Pesca Costeira – África Ocidental” é financiado pelo Global Environment Facility (GEF), Convenção de Abidjan, Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUE), agências governamentais e outros parceiros, no montante de cerca de 52 milhões de dólares.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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