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São Vicente: Projecto entre professora e encarregada de educação ensina alunos a consolidar matéria com música

Mindelo, 25 Abr (Inforpress) – Um projecto de iniciativa partilhada entre uma professora e uma encarregada de educação, na Escola Básica de Espia, em São Vicente, está a ensinar alunos a consolidarem matérias através da música e com “bons resultados”.

Esta ideia, conforme explicou a encarregada de educação Marísia Soares, partiu da professora Glória Sousa, que sabendo do interesse desta pela música e também para composições, lhe pediu para ensinar aos seus alunos, então no primeiro ano, uma música de Natal, que inventou a própria letra, e com a qual se deu início a uma parceria já com três anos.

“Desde então, estamos juntas a criar músicas para tornar as aulas mais dinâmicas”, lançou esta mãe, que disse estar a compor as músicas com auxílio dos livros indicados pela professora, mas também com a ajuda do próprio filho, também aluno da classe.

Assim, o projecto “Aprendo a cantar”, como se denomina, tem permitido a estes estudantes, agora no terceiro ano, a consolidar matérias como meio ambiente, transportes e telecomunicação, rodas dos alimentos e outros, com “muito mais facilidade”.

“Antes dos três dias, que é período que temos de aula de música por semana, eles já conseguem aprender as letras, que são as matérias dadas na sala de aula”, assegurou a mesma fonte.

Por outro lado, segundo a professora Glória Sousa, este método também tem “bons resultados” até com os 12 alunos com necessidades educativas especiais, inclusive um com paralisia cerebral.

“Eles mostraram-se mais desinibidos, conseguem visualizar as letras e cantam de forma tão fácil”, reforçou, expressando o desejo que outros professores repliquem este projecto “tão bom”, especialmente na própria escola de Espia, onde, disse, ainda não tem seguidores.

Os efeitos, segundo a mesma fonte, podem ser vistos tanto na Língua Portuguesa, Matemática e especialmente em Ciências Integradas, que, ajuntou, tem tido “muitas notas máximas” de 20 valores.

Da parte dos alunos, representados por Ellen Lima, Nicholas Augusto e Josué Silva, consideram ser “muito mais gostoso” aprender com música e, por outro lado, “bem mais motivante” para o aluno com paralisia cerebral, garantiu o técnico da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), Danielson Fortes, que o acompanha desde Fevereiro.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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