São Vicente: Primeiro-ministro promete continuar a investir na saúde dos cabo-verdianos e reduzir assimetrias regionais

Mindelo, 19 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro assegurou hoje que vai continuar a investir na saúde dos cabo-verdianos, reduzir as assimetrias regionais nos serviços de saúde e posicionar o País com “bom nível” de segurança sanitária, “importantíssimo” para retoma do turismo com confiança.

Ulisses Correia e Silva, que discursava na manhã de hoje na inauguração do Centro de Diálise da Região do Barlavento, sediado no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, concretizou que esse investimento na Saúde passa também por operacionalizar o conceito de plataforma internacional de Saúde, aproveitando oportunidades para o desenvolvimento do turismo de Saúde.

Uma outra área de investimento é a indústria farmacêutica, que segundo o primeiro-ministro tem “um potencial de desenvolvimento importante”, nomeadamente para o mercado do continente africano, mas o investimento passa também pela criação de um centro de certificação de medicamentos e de procedimentos médicos em Cabo Verde, visando actividades de exportação.

“O bom investimento na Saúde é retorno garantido para a qualidade de vida e para a produtividade da economia do País”, precisou o chefe do Governo, que lembrou que com a pandemia a centralidade da Saúde e segurança sanitária passou a ganhar “ainda maior relevância”.

Aliás, a pandemia da covid-19 ocupou boa parte da comunicação de Ulisses Correia e Silva no acto, para quem o País tem feito “um bom combate” à pandemia, a investir em recursos humanos, financeiros, materiais, mas sobretudo, vincou, “foco, energia, tempo e dedicação”.

Em São Vicente, reforçou, “há que reforçar as medidas e prevenção e de protecção”, devido ao aumento recente de novos casos de infecção, num combate que “não está vencido” e que necessita da contribuição de todos, num combate de cidadania e de “coisas simples como distanciamento físico, uso de máscaras, evitar aglomerações e fazer a higienização sempre”.

Deixou ainda “palavra de apreço” aos profissionais da Saúde da ilha por terem encarado com determinação o combate à covid-19, estando os mesmos “à altura dos desafios”, apesar dos constrangimentos.

Sobre o Centro de Diálise da Região do Barlavento, sediado no Hospital Baptista de Sousa, o primeiro-ministro disse que se trata de “mais um compromisso” que se o seu Governo concretiza, com “mais-valia indiscutível” para a vida das pessoas que necessitam de diálise e também para São Vicente por mais esta infra-estrutura de Saúde “de alto padrão”.

Por fim, deixou uma “palavra de apreço” para a Cooperação Portuguesa, “exemplar no sector da Saúde”, desenvolvido ao longo dos tempos e, neste momento da pandemia da covid-19, o empenho tem sido no mesmo combate “solidário e difícil, pelos seus impactos, mas convictos de que é um combate para vencer”.

“Estamos juntos nos bons momentos e nos momentos mais difíceis que o mundo hoje atravessa”, lançou como mensagem ao primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

A obra foi co-financiada pela Cooperação Portuguesa, através do Camões Instituto da Cooperação e da Língua, tendo o seu presidente, João Ribeiro de Almeida, presente no acto, revelado “muita satisfação pessoal e institucional” por constatar que Portugal contribuiu para o aumento da disponibilidade dos cuidados de Saúde diferenciados, especializados e mais próximos das populações do Barlavento.

Especialmente, continuou, num contexto de pandemia, minimizando os custos sociais decorrentes da transferência médica de doentes para Portugal ou de tratamento na unidade existente na Cidade da Praia.

O Centro de Diálise da Região do Barlavento, sediado no Hospital Baptista de Sousa, é resultado de uma parceria entre o Governo de Cabo Verde e o Camões Instituto da Cooperação e da Língua, com o intuito de evitar a transferência de doentes para o exterior do País, para a realização de hemodiálise.

Custou cerca de 200 mil contos e tem uma capacidade de tratamento com 19 postos normais, três especiais com possibilidade de dialisar, num turno, 35 doentes.

O centro irá acolher doentes oriundos principalmente das ilhas do Barlavento, cuja estimativa corresponde a 40% do número total de doentes de hemodialise no País, que serão tratados por um quadro de recursos humanos que se dividem entre médicos especialistas (um nefrologista, um internista e um clínico geral), enfermeiros e ajudantes de serviços gerais.

Actualmente Cabo Verde tem 188 doentes com insuficiência renal que precisam de hemodiálise para sobreviver, dos quais 166 encontram-se na ilha de Santiago e 22 na ilha de São Vicente.

AA/HF

Inforpress/Fim

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