São Vicente: Primeiro-ministro diz que saúde passou para topo das prioridades e promete continuar a investir nessa área (c/áudio)

Mindelo, 20 Jul (Inforpress)-  O primeiro-ministro disse hoje, em São Vicente, que com a pandemia da covid-19, o investimento na saúde passou para a prioridade número 1, pelo que continuará a investir nessa área pelas implicações que tem na economia do país.

Ulisses Correia e Silva deu esta garantia ao falar na cerimónia de inauguração da Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha, em São Vicente, que vai acolher e tratar pessoas dependentes de álcool e outras drogas da região do Barlavento.

“Iremos continuar a investir na saúde. Se antes da pandemia era uma evidência de que a saúde era prioridade, com a pandemia, no mundo inteiro, a saúde passou para o topo, número 1 pelas implicações que tem. Antes não era muito visível a sua implicação económica e hoje é muito visível”, afirmou.

Segundo o chefe do Governo, o investimento na saúde passou para o nível de “prioridade das prioridades” e em Cabo Verde há muitas razões para “continuar a fazer esses investimentos pelas implicações que tem na qualidade de vida das pessoas, na atractividade económica e no bem-estar de todos aqueles que querem visitar, investir ou residir em Cabo Verde”.

Particularmente, acrescentou, as pessoas da diáspora cabo-verdiana porque “muitos têm vontade de regressar, mas têm necessidade de serviços que lhes deem conforto, sossego e tranquilidade”.

Conforme Ulisses Correia e Silva, a Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha, em São Vicente, é um investimento que se enquadra na política pública da saúde. Esta política que, referiu, “em pouco tempo dotou a ilha de vários serviços a nível do Hospital Baptista de Sousa (HBS), como o serviço de neonatologia, a unidade de endoscopia, o serviço de radiologia e imagiologia, cuidados especiais, o centro da hemodiálise e o centro de diagnóstico de saúde instalado na Delegacia de Saúde”.

Lembrou ainda que está em fase de conclusão o bloco ambulatório do HBS e a nova unidade de maternidade e ala pediátrica do hospital, previsto eventualmente para este ano, porque têm o financiamento garantido por parte da cooperação chinesa, além do centro de saúde de Monte Sossego.

Para o primeiro-ministro, com a inauguração, São Vicente e a região do Barlavento estão de parabéns porque “concretizaram um compromisso” de dotar a ilha de um “centro terapêutico com qualidade”.

“Entregamos um investimento importante no sector da saúde com impacto na melhoria das condições de serviços e de cuidados ligados ao uso abusivo do álcool e outras drogas, reforço da capacidade de acolhimento e da qualidade de respostas para tratamento, para reinserção social e económica de dependentes de drogas e álcool”, notou.

Por sua vez, o director da Comunidade Terapêutica de Ribeira de Vinha, Celso Monteiro, disse que a inauguração do centro tem um significado “muito especial para o País e para as ilhas do Barlavento” por se tratar de uma “obra grandiosa” que a região “há muito tempo estava a necessitar”.

“A partir de hoje, Cabo Verde passa a contar com mais uma comunidade terapêutica “de referência, construída de raiz, com a função de servir, e que vai dar uma resposta técnica e humana no domínio do internamento, tratamento e recuperação social dos dependentes químicos”, destacou, informando que a comunidade terá uma capacidade para acolher 36 utentes de ambos os sexos em tratamento e 14 a meio tempo.

Para o responsável, a ambição é que a comunidade e as suas oficinas venham a contribuir “de forma influente para a geração de empregos para os residentes assim que terminarem o seu tratamento”.

A Comunidade Terapêutica da Ribeira de Vinha, em São Vicente, foi edificada em cinco blocos, desenvolvidos em espaços administrativo, multiusos, consultórios, enfermaria, uma biblioteca, salas para terapia individual, uma sala de trabalho, salas de grupo, oficinas de ocupação terapêutica, um ginásio e um centro de dia.

A construção da unidade que, vai cobrir toda a zona de Barlavento, foi financiada pelo fundo do Kuwait em 125,3 mil contos.

CD/CP

Inforpress/Fim

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