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São Vicente: Primeira mulher bombeira que encara a profissão “mesmo com paixão”

Mindelo, 09 Mar (Inforpress) – A primeira mulher a fazer a formação de bombeira em São Vicente, Margarida Cruz, até agora dá a sua contribuição como voluntária na corporação municipal para este trabalho que diz encarar “mesmo com paixão”.

Neste Dia Internacional da Mulher a Inforpress esteve à entrevista com a primeira mulher, que teve a “coragem” de ingressar numa formação para bombeiros, em São Vicente, neste terreno considerado muitas vezes “arriscado para a classe feminina”.

Margarida Cruz mostrou esta audácia em 2006, muito por “insistência” do pai, mas também à procura de trabalho, na pele de uma jovem que não queria estar “sem nada que fazer”.

“Fui à procura de um trabalho, mas acabei por gostar e hoje posso dizer que tenho paixão por ser bombeira”, considerou, tanto assim que mesmo sem ter sido escolhida logo após a formação, teve ainda mais uma passagem para um estágio de um ano e hoje além de trabalhar como funcionária municipal dentro das instalações dos bombeiros de São Vicente, ainda presta serviço como bombeira/voluntária.

“Mas com certeza, ser bombeira é um trabalho, que gostaria de abraçar como profissão a tempo inteiro e até fazer carreira”, afiançou, acrescentando que mesmo assim vai dando a sua contribuição para esta corporação, que vive “cheio de limitações e necessidades” e ainda sem meios para contratar mais efectivos.

“Faço com gosto, porque sei que há pessoas lá fora que precisam de nós e não há nada mais recompensador quando se presta algum socorro a uma pessoa, que depois te procura propositadamente para te agradecer”.

É assim que Margarida encara este trabalho, que diz ser de “muitos riscos”, mas também “bem gratificante” e que sempre tem a vida das pessoas nas mãos e que precisam serem salvas, até porque, como conta, ela própria já passou por uma experiência de ter sobrevivido “graças à ajuda dos bombeiros”.

Margarida Cruz foi vítima de um acidente de viação, em 2006, que acabou por ceifar duas vidas, e ela foi “salva”, ajuntou, pelo “trabalho excelente” dos bombeiros, que lhe prestaram socorro.

“Foi no mesmo ano que fiz a primeira formação e fiquei mesmo muito agradecida por tudo que fizeram por mim para estar viva neste momento e isto me deu mais convicção para ir para os bombeiros e tentar fazer para os outros, aquilo que recebi”, reforçou.

E é com esta “mesma convicção”, ajuntou, que trabalha todos os dias para ajudar aos que precisam e que a fazem nem se importar com os olhares travessos que recebe às vezes de alguns colegas do sexo masculino, que reprovam a presença de uma mulher numa corporação, maioritariamente constituída por homens.

“Nós, as mulheres não somos nem mais nem menos que os homens e podemos estar em qualquer lugar e eu como bombeira não hesito em arriscar sabendo que há pessoas lá fora à espera que faça isso mesmo”, enfatizou mostrando-se também “feliz” pelo “orgulho” que os dois filhos sentem por ter uma mãe bombeira.

LN/FP

Inforpress/Fim

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