São Vicente: Primeira-dama defende “debate sem tabus e complexos” sobre violência obstétrica em Cabo Verde

Mindelo, 05 Mai (Inforpress)- A primeira-dama, Débora Katisa Carvalho, disse hoje, no Mindelo, que é preciso perceber o ecossistema que propicia a violência obstétrica em Cabo Verde e fazer um debate sem tabus e sem complexos para trabalhar nas soluções.

Débora Katisa Carvalho falava à imprensa após encontrar-se com o Observatório Cidadania Activa e dos Direitos Humanos, no Palácio do Povo, encontro que serviu para os membros dessa organização não governamental saberem a posição da primeira-dama sobre a petição sobre o combate à violência obstétrica, que estão a preparar, para ser entregue às autoridades em Junho próximo, na Assembleia Nacional.

“Este é um tema que não é exclusivo de Cabo Verde, está a ser muito debatido a nível mundial e então devemos é ouvir todos os intervenientes para que depois possamos fazer um trabalho que reduza ou anula este tipo de violência”, afirmou a mesma fonte, lembrando que se trata de uma violência que “causa muito impacto na vida não só da mãe gestante mas também dos filhos”, porque há casos em que “ o filho passa a ter deficiência “ao nascer por causa da violência obstétrica.

Conforme a vice-presidente do Observatório da Cidadania Activa, Celeste Fortes, o encontro com a primeira-dama serviu para partilhar a agenda da organização para este trimestre, em que elegeram o campo da saúde, particularmente a violência obstétrica, tema de actuação.

“Apesar de algumas resistências em Cabo Verde nós estamos a querer levantar o debate sobre a existência de situações de violência obstétrica nos espaços hospitalares e viemos convidar a primeira-dama para participar connosco nesta agenda de combate à violência obstétrica em Cabo Verde”, explicou.

Nesta linha, informou que a organização pretende lançar uma petição pública que será enviada à Assembleia Nacional, organizar um fórum em São Vicente, durante este mês de Maio para se debater a violência obstétrica e organizar cursos de empoderamento e formações para que as mulheres possam identificar e terem mais competências para identificar situações de violências obstétrica que venham a sofrer enquanto grávidas, parturientes e puérperas.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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