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São Vicente: Ponta d´Pom com cerca de 200 ninhos já identificados mesmo antes do início da campanha

Mindelo, 30 Jul (Inforpress) – A associação Ponta d´Pom, responsável pela proteccção de tartarugas em São Vicente, já identificou cerca de 200 ninhos em diversas praias da ilha mesmo antes do arranque da campanha, que deverá iniciar-se nesta quinta-feira.

A estimativa de cerca de 200 ninhos foi feita pelo coordenador da campanha, Nelson Lopes, que considerou existir, até este momento, uma linha de ninho “bem interessante” identificada mesmo antes do início da campanha, projectada para esta quinta-feira.

Os dados foram levantados, segundo a mesma fonte adiantou à Inforpress, uma vez, que já têm alguns elementos no terreno para fazerem a prospecção diurna e mostrar a presença noturna, feita só com os meios da própria associação, que até agora não recebeu a verba disponibilizada pela Direcção-Geral do Ambiente (DNA).

“Ainda não estamos com a verba em mãos, mas que esperamos que esteja desbloqueada dentro de dois ou três dias, mas enquanto isso estamos a trabalhar, porque as tartarugas não podem esperar”, disse o responsável, contando com uma “situação diferente” no próximo ano, com a assinatura de um protocolo directamente com a DNA, uma vez que o protocolo com o Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), coordenador da campanha até agora, vigora até este ano.

Pronta para o terreno e com cerca de 100 voluntários já mobilizados e ainda a ajuda de militares, a Ponta d´Pom deverá concentrar a sua acção na extensão balnear desde Norte de Baía à Praia Grande, que engloba sete praias, explicou Nelson Lopes que fora dispensado por 20 dias pelo Projecto Biodiversidade no Sal, onde trabalha actualmente, para dar o seu apoio.

Contudo, ajuntou, devem estender-se à Salamansa, onde foi criado uma associação de jovens mulheres, com cerca de 40 membros e que já se prontificaram a se envolver na campanha e que vão receber formação e “melhorar ainda mais” o engajamento da comunidade, tido como um dos principais objectivos.

“Este ano colocamos dois monitores para as ajudar na prática, mas no próximo ano faremos todos os possíveis para que estas criem os próprios recursos, porque quanto mais organizações da comunidade participarem, melhor”, afiançou.

A ideia também é colocar um grupo no Calhau, que também é uma zona de apanha de tartaruga.

“Sacrifícios” que pretendem fazer apesar da “curta verba” de 400 contos, da qual metade vai directamente para combustível.

O transporte, aliás, é o segundo maior constrangimento que enfrentam e que, conforme o coordenador da campanha, poderia ser minimizado se instituições do Estado disponibilizassem os carros para transportar os voluntários.

“Se estes cedessem os transportes não necessitaríamos de dividir o montante ao meio e teríamos mais capacidade de alimentação para manter os voluntários nas outras praias”, criticou, para quem esta é uma falta de sensibilização para esta “causa de todos” e que também contribui para a economia do país, tendo em conta o papel que a tartaruga ocupa na cadeia alimentar.

Neste quesito, Nelson Lopes aponta o “bom exemplo” de alguns cidadãos que desde o ano passado colocaram os seus carros à disposição, em troca de “quase nada”.

“Apelo para que as pessoas não vejam a protecção da tartaruga como um ‘hobbie’ (passatempo), é uma necessidade e está-se numa situação de risco que pode enfraquecer a economia do país”, alertou.

LN/CP

Inforpress/Fim

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