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São Vicente: Ponta d´Pom à espera de financiamento para iniciar campanha de protecção de tartarugas

Mindelo, 09 Jun (Inforpress) – A Associação Ponta d’Pom está outra vez à espera de financiamento da Direcção Nacional do Ambiente (DNA) para dar início à campanha de protecção de tartarugas, que devia estar no terreno desde 01 de Junho.

Esta associação é a única que, em parceria com o Instituto do Mar (IMar), antigo Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), tem licença de protecção  de tartarugas marinhas em São Vicente e segundo o presidente, Albertino Gonçalves, normalmente costumam estar no terreno a partir de 01 de Junho.

Este período, antes do tempo de desova que acontece entre Julho e Setembro, é aproveitado para fazer um trabalho prévio de limpeza das praias e de sensibilização da população local e dos pescadores, com recursos da própria instituição.

“Mas este ano estamos a viver uma situação atípica de muitas dificuldades embora saibamos que a protecção das tartarugas precisa continuar”, disse Albertino Gonçalves adiantando que já tem licença da DNA para iniciar a campanha, em parceria com o IMar, mas o financiamento ainda não foi disponibilizado, tal como nos outros anos que tem chegado com algum atraso.

Entretanto, têm uma “novidade” que é a colaboração com a outra associação ambiental Biosfera 1 para a realização da campanha já que a Biosfera tem financiamento conseguido junto a outros parceiros.

Para esse objectivo, di-lo Albertino Gonçalves, realizaram dois encontros de concertação dos métodos de protecção que vai ser dirigido para as praias do norte, como Norte de Baía, praia de Lixo, praia Romântica e Praia Grande onde normalmente se regista uma maior desova.

“Por outro lado, temos notado que a nossa educação ambiental ligada à protecção de tartarugas marinhas está a surtir efeito, as pessoas estão mais sensíveis e aptas a ajudar”, sublinhou o activista, colocando ênfase no trabalho realizado com as crianças.

Segundo a mesma fonte, devido a esse ganho a ilha de São Vicente “não tem tido grandes problemas de caça” principalmente nas zonas onde há monitoramento da Ponta d’Pom.

Entretanto, ajuntou, o calcanhar de Aquiles reside nas praias sem protecção, entre as quais, Sandy Beach, Flamengo, Calheta e Palha Carga porque até agora não conseguiram o financiamento completo para as cobrir, desde 2007, altura em que iniciaram essa acção.

Albertino Gonçalves aproveitou ainda a oportunidade para chamar atenção das autoridades para um eventual aumento de casos de captura devido a dificuldades que as famílias passam actualmente com a covid-19.

“A carne de tartaruga é comercializável como uma carne de vaca, isto embora já seja proibido por lei, mas as pessoas podem querer pisar o risco”, considerou o líder da associação, que disse já ter avistado, em anos anteriores, pessoas de tendas montadas nas praias sem monitorização só à espera que as tartarugas saiam para fazer a caça.

Albertino Gonçalves assegurou ter feito alguns contactos e conseguido algumas confirmações de parceria, que permitirão arrancar a campanha em Agosto, contando com cerca de 10 voluntários, que vão colaborar com os voluntários da Biosfera 1.

E já têm, acrescentou, uma metodologia de trabalho que respeitará, inclusive, as medidas sanitárias impostas actualmente.

A  mesma fonte congratulou-se  com os “bons resultados” obtidos em localidades como São Pedro e Salamansa em  que as próprias populações começam a tomar conta da campanha, embora a associação ainda continue com a fiscalização.

LN/HF//CP

Inforpress /Fim

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