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São Vicente/Pescas: INDP “satisfeito” com resultados de primeiro ano de projecto da União Europeia

Mindelo, 30 Mai (Inforpress) – O coordenador do projecto Farfish da parte cabo-verdiana, Benvindo Fonseca, considerou hoje, no Mindelo, que o arquipélago já regista “resultados palpáveis” logo no primeiro ano do projecto, sobretudo na área do treinamento e da capacitação de técnicos.

O Farfish é um projecto financiado pela União Europeia (UE), com nove pacotes de trabalho, e que surgiu no âmbito dos acordos de parceria na área das pescas que a UE mantém com alguns países, já que 21 por cento (%) das capturas totais da UE são oriundos de países terceiros com as quais mantém acordos de pesca, entre eles Cabo Verde.

Segundo Benvindo Fonseca, uma vez que em alguns países a pesca é pouco regulamentada e haver ainda a necessidade de se combater as medidas de gestão tomadas sem uma base científica, ecológica e biológica sólidas, e mesmo as conformidades que são previstas nos acordos de pesca e que não são seguidas, daí a razão do surgimento do Farfish.

“É preciso colmatar essas lacunas, pois na decorrência delas a confiança entre os diversos intervenientes no sector tem tendência a diminuir “, reforçou Fonseca sobre os méritos do projecto.

Em relação a Cabo Verde, a mesma fonte referiu que o Instituto do Desenvolvimento das Pescas (INDP), parceira do projecto em Cabo Verde, viu a sua competência técnica/científica aumentada com a formação de dois técnicos na área de avaliação de stock de recursos pesqueiros, para além de outros resultados esperados e em andamento até o fim do projecto, em 2022.

“A avaliação dos recursos é muito importante, esta formação é uma mais-valia para a instituição e para o país, um ganho extraordinário, mas ainda há vários estudos em andamento sobre cadeia de valor das pescas e outras medidas de gestão dos recursos”, concretizou Benvindo Fonseca.

O projecto Farfish iniciou-se em 2018, tem vigência de quatro anos, e é estimado em cerca de cinco milhões de euros, envolvendo, para além de Cabo Verde, países como Marrocos, Seychelles, Mauritânia e Senegal, para além de outras 21 instituições e parceiros como universidades de diversos países.

Visa melhorar o conhecimento e a gestão das pescas da UE, fora da Europa, contribuindo para a “sustentabilidade e a rentabilidade” a longo prazo.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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