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São Vicente: PAICV quer saber “onde foram parar” os 11 mil contos destinados ao Miradouro de Gute (c/áudio)

Mindelo, 14 Fev (Inforpress) – O presidente da Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente pede esclarecimentos à câmara municipal para saber “onde foram parar” os 11 mil contos destinados ao miradouro de Gute e propõe uma investigação por parte do Tribunal de Contas.

Alcides Graça, que falava à imprensa na manhã de hoje, no próprio miradouro, para fazer um balanço da visita de dois dias dos deputados municipais do Partido Africano para Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) às obras da edilidade, disse estar “muito preocupado” com a “estagnação” das construções e até “abandono”, como é o caso do miradouro de Monte Gute.

Este responsável recordou que o miradouro fez parte de um orçamento rectificativo de 2014, com uma verba de mais de 11 mil contos destinados a construir esta infra-estrutura e ainda os acessos.

“Mas aquilo que está aqui representa um orçamento de 11 mil contos?”, questionou Graça, para quem o município e o seu presidente têm que dizer aos sanvicentinos “onde é que foi parar” este dinheiro que era destinado a este investimento municipal”, tendo sublinhado ainda a esse propósito acreditar que o assunto merece uma investigação por parte do Tribunal de Contas.

“Se aqui não estão obras no valor de 11 milhões de escudos, é porque esse dinheiro foi para algum lado, então é preciso dizer aos sanvicentinos para onde foi esse dinheiro”, enfatizou.

Alcides Graça avançou, por outro lado, que o PAICV está “preocupado” com a forma que o presidente da câmara tem relacionado com o poder e com a cooperação descentralizada, facto que, ajuntou, tem colocado São Vicente numa “situação de gestão corrente”.

“Basta ver que as obras ou estão abandonadas, como é este caso, ou estão paradas ou num ritmo muito lento”, criticou, adiantando outros exemplos, entre os quais, o da construção das habitações sociais na Ribeirinha, “apenas” com dois trabalhadores, e dos polivalentes de Ribeira de Craquinha e Ribeira de Vinha também “completamente abandonados”.

Não se sabe, realçou Alcides Graça, em que pé se encontra a relação do município com o Governo, que apesar de terem sido anunciadas verbas do Fundo de Ambiente e do Turismo, mais os oito escudos dos litros de gasolina, que edilidade também assegura receber, mas não se vê como estão a ser aplicadas.

“O município tem que dizer aos sanvicentinos, ou há essas verbas, e se existem têm que ser aplicadas nas obras municipais, ou se não existem tem de dizer claramente o porquê que não existem”, reiterou, cogitando se a ilha está a ser uma vez mais penalizada pelo “mau relacionamento” que o executivo camarário tem com o Governo.

A visita dos deputados e do presidente da Comissão Política Regional iniciou-se na última terça-feira e incluiu obras como Monte Gute, os polivalentes de Ribeira de Craquinha e Ribeira de Vinha e ainda a construção de habitações sociais na zona de Ribeirinha.

LN/FP

Inforpress/Fim

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