São Vicente: Organização humanitária distribui peças de vestuários a crianças dos jardins infantis

Mindelo, 05 Abr (Inforpress) –  A organização humanitária “Little Dressses For Africa” (LDFA) com sede nos Estados Unidos, através da delegação em Portugal encontra-se em São Vicente a distribuir peças de vestuários a crianças carenciadas dos jardins infantis da ilha.

Segundo a delegada do projecto em Portugal, Lisa Santos, o objectivo desta que é a primeira visita a Cabo Verde, concretamente à ilha de São Vicente, visa o reconhecimento das instituições que possam ser as futuras beneficiárias do projecto e iniciar contactos para parcerias que abarcam o envio dos materiais para o arquipélago.

Lisa Santos explicou que a organização humanitária LDFA junta voluntários em diversos países do mundo, unidos pelo mesmo objectivo, que é o de confeccionar vestidos e outras peças de roupa, através da reciclagem de materiais, ajudando crianças carenciadas em países desfavorecidos, maioritariamente no continente africano.

Na manhã de hoje, a delegada do projecto esteve no jardim infantil Bom Pastor, em Fonte Inês, onde procedeu à distribuição de boa parte das 300 peças de vestuários que trouxe a Cabo Verde, destinadas a dezenas de meninas e meninos de jardins-de-infância

Para além do jardim infantil Bom Pastor, o projecto visitará ainda, segundo a mesma fonte, outros jardins da ilha onde deixarão um vestido colorido confeccionado por costureiras voluntárias a outras crianças carenciadas da ilha.

O trabalho da confecção dos vestidos e dos calções é feito totalmente voluntário, através de um grupo de costureiras que trabalham a partir das suas casas com tecidos e outras peças doados  à organização, que depois são transformados em vestuário infantil.

As peças são, então, reencaminhadas para a delegada que depois faz o processo de envio para os países da África, através de voluntários que se oferecem para transportar o material.

Além de confeccionar vestuário, a LDFA tem também outros projectos nomeadamente a recolha de material escolar e farmacêuticos para  distribuição em África e o auxilio a meninas no inicio da puberdade, com o envio de um kit higiénico .

Isto, segundo explicou Lisa Santos, porque as  meninas são ainda “muito penalizadas”  em algumas  comunidades africanas onde  existem “inúmeras situações  de abusos, gravidezes precoces e abandono escolar”,  por falta de esclarecimento.

Estas doações são uma forma, apontou, dos voluntários ganharem a confiança e passar ensinamentos de “extrema importância” como o uso de anticonceptivo, higiene, importância dos estudos e dar-lhes formas para se defenderem de várias situações.

O envio dos matérias é até agora a principal dificuldade do projecto, porque ficam muitas vezes dependentes de missões e de voluntários familiares e amigos que se oferecem para transportar os materiais numa mala extra.

“A  maior preocupação é garantir que as doações cheguem realmente às crianças sem riscos de se perderem pelo caminho”, indicou.

A delegação da ADFA Portugal foi criada em Janeiro de 2016 e, em apenas um ano de funcionamento, já enviou mais de  duas mil peças de vestuários a 10 países africanos

O principal foco da LDFA Portugal é trabalhar com os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) mas já enviaram matérias para outros países  como Quénia, Gana , Congo, Uganda e Mauritânia.

EC/AA

Inforpress/Fim

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