São Vicente: Novo inspector-geral diz que IGAE tem que ser uma instituição “discreta e parceira dos operadores”

Mindelo, 01 Dez (Inforpress) – O novo responsável da  Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), Paulo Monteiro, disse hoje, no Mindelo, que a IGAE tem que ser uma instituição “discreta e parceira dos operadores económicos”.

Paulo Monteiro falava à Inforpress sobre o seu primeiro encontro com os operadores económicos, em São Vicente, após assumir as funções de inspector-geral da IGAE, com o  propósito de abordar aspectos relevantes da relação entre a instituição e as empresas locais.

Segundo este responsável, que, é quadro do Ministério das Finanças, a IGAE tem que ser parceira dos operadores económicos porque o produto final são as actividades económicas e a saúde pública.

Conforme Paulo Monteiro, no seu reinado, a instituição será “discreta, não fará muita publicidade e nem vai responder a tudo”. Isto tendo em conta as críticas dos operadores económicos sobre a publicação de fotos das operações efectuadas pela IGAE.

“A IGAE tem que ter parceiros e nós queremos uma instituição com muita credibilidade”, afirmou Paulo Monteiro, para quem a instituição “tem os seus próprios canais de actuação e deve continuar assim”.

Sobre a actividade inspectiva na ilha de São Vicente, Paulo Monteiro reconheceu que a ilha tem dois inspectores e uma técnica, o que é “manifestamente insuficiente” para o “volume de trabalho que a ilha exige”.

Mas, informou que já se está no processo de recrutamento de 50 inspectores a nível nacional para reforçar as actividades da IGAE em todo o País.

O encontro entre o novo inspector-geral da IGAE e os operadores económicos foi promovido pela Câmara de Comércio do Barlavento (CCB).

Segundo o secretário-executivo do CCB, Adriano Cruz, o encontro foi realizado porque a CCB quer estar a par das estratégias de tudo aquilo que a IGAE propõe para o sector económico e para o tecido empresarial.

Ademais, destacou, a IGAE é das entidades de “maior importância e relevância” para a actividade económica e empresarial e que sempre esteve na “lista de prioridade para fortes parcerias com a câmara de comércio”.

“Já tivemos protocolo empresarial e procuramos ter algumas actividades em conjunto, nomeadamente inspecções pedagógicas. E a CCB poder observar essas actividades e estar em posição de apoiar as empresas”, adiantou Adriano Cruz.

Por considerar que os empresários cabo-verdianos ainda têm dificuldades em se expor no que diz respeito à fiscalização, controlo e regulação, o secretário-executivo da CCB anunciou a criação de uma janela no ‘site’ da CCB para alertas.

Para Adriano Cruz esta janela poderá ser uma oportunidade de tomarem conhecimento daquilo que é o dia-a-dia nessa relação inspecção – negócio.

Além de se encontrar com os operadores económicos, o novo inspector-geral da IGAE reuniu-se com o delegado de Saúde de São Vicente e com o comandante substituto da Polícia Nacional na ilha. Na quarta-feira estará em reuniões semelhantes em Santo Antão, depois segue para reuniões no Sal, na Boa Vista e em São Nicolau.

CD/CP

Inforpress/Fim

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