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São Vicente: Neuropsicóloga alerta para necessidade de diagnóstico e tratamento do autismo

Mindelo, 02 Abr (Inforpress) – A Equipa Multidisciplinar de Apoio a Educação Inclusiva (EMAEI) realizou hoje uma conversa aberta em que uma neuropsicológa lembrou que “autismo não é disparate, nem abuso”, mas uma “doença real” que precisa de diagnóstico e tratamento.

Carla Jesus falou para dezenas de pessoas, na Escola Salesiana sobre os aspectos do autismo na visão das neuropsicologias e as suas características, entre elas o comportamento social desadequado, resistências a mudança de rotina, dificuldades na leitura e ainda sobre o diagnóstico deste transtorno no desenvolvimento do cérebro, que afecta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

“O autista tem algumas capacidades subdesenvolvidas e outras subdesenvolvidas, ainda a doença não tem causa definida, por isso a importância de uma avaliação neuropsicológica, na medida que há falta de marcadores biológicos para confirmar e definir o diagnóstico”, alertou Carla Jesus.

Para a neuropsicóloga, de forma geral, a doença está a ser aceite e “bem encarada” pelos técnicos de saúde, pais e professores, mas alertou para a necessidade de pedirem ajuda de um técnico na avaliação e tratamento do autismo.

Entretanto, segundo a mesma fonte, tendo em conta algumas avaliações que já fez, a doença “não é o que se costuma dizer em Cabo Verde”, que “são abusos, confundem-se os sintomas com disparates”, mas trata-se de “uma doença real, que existe”.

“Já se sabe mais ou menos as funções cognitivas que afecta a nível neurológico, e o nosso trabalho é feito através de uma avaliação com indicadores de autismo”, ajuntou, depois uma reabilitação para trabalhar as funções cognitivas, precisou, “com estímulo sensorial que nem sempre é possível fazer por exemplo na comunicação não-verbal, o que resulta muito bem”.

Para a especialista, em Cabo Verde é preciso “consciencializar-se da doença” e ter uma educação inclusiva, “connosco no mundo do autista e trazer o autista para nosso mundo”.

“Igualdade na diferença e diferença na igualdade para funcionar como um todo, cada um com o seu desempenho na sua função”, enfatizou.

A delegada do Ministério de Educação em São Vicente, Maria Helena Andrade, por seu lado, considerou que não se poderia deixar passar a data “em branco”, isto porque há “um número significativo” de alunos autistas nas escolas, alguns já com diagnóstico, outros com desconfiança da doença pelos professores, mas ainda sem diagnóstico.

“É um tema que merece reflexão”, reiterou, pois, acrescentou, há necessidade de partilhar experiência entre professores e encarregados de educação que por vezes “sentem-se perdidos e não tem muita informação” sobre este transtorno.

Seguiu-se um debate com perguntas dos presentes à neuropsicóloga e um testemunho de Rosângela Varela, psicóloga e mãe de um menino autista, que falou das dificuldades que enfrenta no dia-a-dia para lidar com filho e a necessidade de estar atento para os sinais de doença.

O Dia Mundial do Autismo celebra-se anualmente a 02 de Abril e foi criado pela Organização das Nações Unidas a 18 de Dezembro de 2007 para a consciencializar sobre esse transtorno.

Após a conversa aberta seguiu-se uma passeata até à Praça Dom Luís com distribuição desdobráveis sobre o tema do dia.

VD/AA

Inforpress/Fim

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