São Vicente: Navio Liberdadi deverá ser reparado na Cabnave dentro de uma semana – ministro (c/áudio)

Mindelo, 16 Abr (Inforpress) – A reparação do navio Liberdadi, da Fast Ferry, que sofreu um acidente no último sábado, deverá acontecer dentro de uma semana e com duração de cerca de 15 dias, conforme informou o ministro da Economia Marítima.

José Gonçalves fez este prognóstico à imprensa, na sequência de uma visita realizada durante a manhã de hoje às estruturas do sector marítimo em São Vicente, iniciada precisamente pelo navio Liberdadi, que está atracado neste momento no cais do Porto Grande, após um “aparatoso acidente” acontecido, no último sábado, no porto do Porto Novo, Santo Antão, e que envolveu outras embarcações.

Uma equipa do ministério, segundo este governante, esteve no Porto Grande para receber as “primeiras informações” deste “infortúnio”, que danificou o barco, a que se seguiu uma deslocação à Cabnave para se saber a previsão para o conserto, uma vez que os estaleiros de reparação naval estão “completamente cheio” de barcos para gerir.

“Queríamos comunicar à direcção da Cabnave que um barco, quando sofre um acidente, e sendo um transporte de serviço público, deve-se dar maior consideração, neste sentido uma prioridade”, advogou este governante, adiantando ter recebido a resposta que a embarcação da Fast Ferry deverá no prazo de uma semana ter esta reparação e que durará cerca de 15 dias.

Felizmente, segundo a mesma fonte, a linha de São Vicente/Santo Antão, até então assegurada por três barcos, mas neste momento só com um devido as paralisações de Lberdadi e do Mar d´Canal, vai ser coberta pelo Inter-Ilhas, que fará três viagens por dia e assim “satisfazer as necessidades do mercado” nesta época de páscoa, em que Santo Antão tem muita procura.

Por outro lado, ajuntou, esta deslocação à embarcação colocou a nu “algumas insuficiências”, por exemplo, de técnicos para este “navio muito sofisticado” e cujo acidente, segundo “informações preliminares”, fora causado por um problema técnico de automação e para o qual o país “não tem especialistas” nesta área.

“Ao que parece não são graves os danos, mas é numa área sensível, na proa e precisa ser reparado”, afiançou o ministro da tutela, acrescentando que também já foi feito um “arranjo” para a linha de São Nicolau, que vai ser agora coberta pelo outro navio da Fast Ferry “Kriola”.

Nesta visita, que incluiu outros sectores da economia marítima, José Gonçalves no fim do périplo reuniu-se com a Associação Cabo-verdiana dos Armadores da Marinha Mercante (ACAMM) num diálogo “muito franco e aberto” sobre a nova empresa Cabo Verde Inter-Ilhas, que ainda, considerou, precisa de “limar algumas arestas” e “aprimorar elementos”.

“Mas, eu acho que a solução é muito boa, é a melhor encontrada para o país em segurança, em regularidade, previsibilidade e com a perspectiva, segundo tudo nos indica, de ser altamente rentável no negócio”, reforçou, indicando que os lucros vão ser divididos “a meias” entre o Estado e a nova empresa de transportes marítimos nacionais.

Para esta efectivação e “melhorar pormenores”, conforme o ministro, está sendo feito um estudo do impacto social e ainda para a criação de centros logísticos, que contribuirão para a “eficiência” da entrada e saída dos barcos nos portos, que poderão criar “novos negócios” e “mais emprego”.

Durante a manhã desta terça-feira, José Gonçalves visitou ainda a empresa gestora dos portos – Enapor e o Instituto Marítimo e Portuário (IMP).

LN/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos