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São Vicente: “Não ter canais para receber as pessoas e nem mesmo um abaixo-assinado é dramático” – Sokols (c/áudio)

Mindelo, 03 Jan (Inforpress) – O líder do movimento cívico Sokols 2017 classificou hoje de “dramático” o facto de não haver, em São Vicente, canais governamentais para receber as pessoas e nem mesmo um abaixo-assinado, apesar de existir um ministério na ilha.

“Viemos entregar um abaixo-assinado com 1500 assinaturas sobre a questão dos transportes aéreos, dirigido ao primeiro-ministro, e ninguém se dignou a nos atender, escudando-se em protocolos e em directivas que tem que ser entregue directamente na Cidade da Praia”, reforçou Salvador Mascarenhas, à saída do edifício onde funciona o Ministério da Economia Marítima e o Gabinete da Chefia do Governo.

Salvador Mascarenhas, no entanto, foi recebido no Ministério da Economia Marítima pelo chefe do Gabinete do Ministro, Ildo Rocha, de quem recebeu a informação de que, se se tratava de algum documento a ser entregue ao primeiro-ministro, deveria então dirigir-se ao Gabinete da Chefia do Governo, o local que julgava ideal para tal, no piso inferior àquele do Ministério da Economia Marítima.

Só que, no piso abaixo, o do Gabinete da Chefia do Governo, não havia ninguém para atender e, irritado, Salvador Mascarenhas, acompanhado por mais três elementos do movimento cívico Sokols 2017, lamentou a situação.

“Se os governos não começarem a respeitar a vontade do povo nós vamos ter que fazer coisas mais radicais, nomeadamente uma campanha para as pessoas não votarem nas próximas eleições, porque o sistema não está a representar o povo”, declarou o líder do Sokols 2017, que informou que “não vai à Praia entregar o documento”.

“Não vou à Praia entregar este documento porque isto seria cooperar com um sistema que não está a funcionar”, ajuntou a mesma fonte, daí questionar se de facto existe um ministério em São Vicente ou é “só para enganar as pessoas”.

“Este Gabinete um dia há-de ter gente, o ministro ou o primeiro-ministro um dia há-de vir cá”, precisou.

Salvador Mascarenhas aproveitou a ocasião para “chamar de novo à atenção” de que é “muito importante” atender a voz dos cidadãos.

“Nós temos este trabalho de tentar estimular a cidadania activa para que haja uma governação eficaz e efectiva”, concluiu, ajuntado que a organização vai continuar a insistir para entregar o abaixo-assinado com 1500 assinaturas de cabo-verdianos no País e na diáspora.

“Senhor primeiro-ministro, se de facto quer ouvir os cidadãos arranje um condutor que vá ter comigo no meu local de trabalho para buscar o documento pois nós já gastamos o nosso tempo, somos todos trabalhadores e queremos ser ouvidos, mas vamos insistir também”, concluiu.

No dia 16 de Dezembro do ano passado, o movimento cívico Sokols 2017 organizou uma manifestação na ilha de São Vicente para exigir que a companhia aérea nacional (Cabo Verde Airlines) volte a assegurar as ligações directas entre aquela ilha e o estrangeiro.

Denominada de “Marcha de Indignação de Soncent”, o protesto pretendeu exigir, “de forma enérgica, mas pacífica”, a reposição dos voos de São Vicente para Lisboa e para outros países e, logo ali, iniciou-se a recolha de assinaturas para o abaixo-assinado.

Desde a sua criação, em 2017, o movimento cívico Sokols 2017, para além da manifestação do dia 16 de Dezembro, já realizou mais duas outras acções de rua, a 05 de Julho de 2017 e a 13 de Janeiro de 2018.

Da mesma forma, no mês de Setembro do ano passado uma comitiva do primeiro-ministro foi parada por elementos do Sokols à chegada a São Vicente, que reclamavam o avanço do processo de regionalização prometido pelo Governo, quando tomou posse em Abril de 2016.

O Sokols 2017 inspira-se nos Sokols de Cabo Verde – ou Falcões de Cabo Verde – uma organização juvenil criada em 1932, em São Vicente, por um funcionário da Western Telegraph Company, à semelhança do movimento checo surgido em 1862.

AA/CP

Inforpress/Fim

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