Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

São Vicente: “Não podemos continuar a ter professores de outras áreas a ensinar arte” – Ministro da Cultura (c/áudio)

Mindelo, 04 Out (Inforpress) – O ministro da Cultura disse hoje que o sistema educativo tem a obrigação de olhar para o ensino artístico na perspectiva do especialista e que não se pode continuar a ter docentes de outras áreas a ensinar arte.

Abraão Vicente falava à imprensa após presidir a abertura do VII Encontro Internacional sobre Educação Artística que decorre até quarta-feira, na Faculdade de Educação e Desporto (FaED), em São Vicente, com mais de 30 investigadores nacionais e internacionais.

Para o ministro, é fundamental que o sistema de educação entenda que a cultura é uma área especializada e que quem ensina e quem dá o ensino artístico deve ser alguém que tem uma formação de base tão aprofundada como um professor de matemática.

“Isso quer dizer que nós não podemos continuar a ter professores de educação física, de química, de matemática, de português, de outra área qualquer a ensinar arte”, afirmou o ministro.

Abraão Vicente disse que “é  fundamental perceber que, tão importante quanto saber química, matemática ou falar correctamente o português, um aluno ou um cidadão sem cultura geral da sua história, do seu país, sem conhecimento das artes plásticas, sem conhecimento aprofundado da música, nacional e internacional, é um cidadão amputado das suas qualidades e amputado da possibilidade de ser mais completo, mais crítico e mais capaz de ter uma intervenção imparcial sobre as grandes temáticas nacionais”.

Nesta perspectiva, o governante lembrou do programa Bolsa de Acesso à Cultura cujo foco, elucidou, “é formar não só artistas do futuro, mas cidadãos que têm a noção da abrangência da cultura e o papel da cultura para a formatação de uma cidadania que seja mais consciente, mais participativa, mais crítica”.

O ministro destacou, igualmente, o papel desempenhado pelo Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura (M_EIA), não só no Mindelo, mas a nível nacional, na formatação e formação de uma geração de quadros que se têm destacado do design às artes plásticas, a nível nacional.

“E esse olhar tem a ver com o facto de terem estudado e terem feito as suas experiências académicas em Cabo Verde e, de certa forma, terem contribuído de uma maneira mais pujante para que as artes cabo-verdianas dessem um salto nunca antes visto”, sustentou.

Por sua vez, o responsável da Faculdade de Educação e Desporto (FaED) em São Vicente, Albertino Martins, sublinhou que, desde a existência das instituições que antecederam à FaED, o ensino e o trabalho em torno das artes “tiveram sempre um lugar de destaque”.

A mesma fonte lembrou que essas instituições “têm obra feita que se traduz naquilo que são muitos professores que estão a trabalhar nos vários subsistemas de ensino em Cabo Verde”.

Segundo Albertino Martins “em qualquer área de produção o conhecimento é importante”, pelo que advogou que “o VII Encontro Internacional sobre Educação Artística também é muito importante para que possam partilhar conhecimentos e ideias.”

CD/HF

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos