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São Vicente: “Não há razão para greve dos trabalhadores do ISECMAR” – Reitora da UTA (c/áudio)

Mindelo, 14 Out (Inforpress) – A reitora da Universidade Técnica do Atlântico disse hoje que não há razão para a greve no Instituto Superior de Engenharias e Ciências do Mar, porque estão a concluir a lista de transição e o estatuto do pessoal.

Raffaella Gozzelino reagia em conferência de imprensa hoje, no Mindelo, sobre o pré-aviso da greve do pessoal docente e não docente do Instituto Superior de Engenharias e Ciências do Mar (ISECMAR), anunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap).

“A finalização do processo da lista de transição e da criação do estatuto do pessoal docente e não docente depende da agilidade da comissão constituída no passado 29 de abril. A greve não tem razão de ser, tendo em conta que estamos na fase final”, garantiu a reitora da Universidade Técnica do Atlântico (UTA).

Respondendo também ao pedido de demissão da equipa reitoral, feito pelo sindicato, na companhia dos trabalhadores, Raffaella Gozzelino garantiu que não vai abdicar do desafio que o Governo lhes confiou.

“Se nos foi confiado é porque houve razões. Por isso que a mudança não tem que ser vista como uma ameaça, mas sim como um valor acrescido para o País para atrair novas competências e fazer uma transferência de conhecimento que a diáspora qualificada é capaz de fazer, e é isso que essa universidade se propõe”, assegurou.

A responsável também negou as denúncias de perseguição e tentativa de silenciamento de vozes críticas, denunciadas pelo Sintap, lembrando que se “há deveres para uns, há deveres para outros”.

“Todos são passíveis de enquadramento legal quando se cometem infracções. Nós somos servidores públicos e estamos a cumprir com as leis da administração pública e com as regras da transparência”, defendeu Raffaella Gozzelino, para quem “as demissões de gestores que ocorreram na UTA foram unilaterais e por razões pessoais e não por falta de condições”.

Outro especto que a reitora da Universidade Técnica do Atlântico desmentiu foram as alegadas “medidas ilegais tomadas, unilateralmente”, e referiu que as unidades criadas estão previstas no estatuto da UTA.

Raffaella Gozzelino  lembrou que, desde o período de instalação da universidade, “sempre tiveram uma assessoria jurídica e redobraram os esforços jurídicos, que estão a ser feitos, porque precisam trabalhar em situações que requerem entendimentos”.

Sobre a denúncia de “contratação de pessoas próximas da reitora sem concurso público”, a mesma explicou que “os concursos foram publicados num jornal do País, a partir do dia 12 de Janeiro de 2021, e as manifestações de interesses foram avaliadas por um júri competente e reconhecido nas áreas de interesses”.

Portanto, frisou, “foram concursos públicos dos quais qualquer pessoa poderia candidatar-se”.

A reitora da UTA disse que a universidade está a funcionar bem e está a trabalhar “arduamente” para aumentar todos os projectos e colaborações, nacional e internacional.

Também, defendeu que “a reitoria está satisfeita com o trabalho que foi desenvolvido, no último ano, que há total integração do corpo docente, nacional e internacional e que a instalação do conselho geral depende de uma articulação com a tutela, mas será feita brevemente”.

Sobre o facto da reitoria estar instalada  em um prédio independente, na zona de Madeiralzinho, em vez da Ribeira de Julião onde está o ISECMAR, Raffaella Gozzelino justificou  com a “falta de espaço físico”.

CD/DR 

Inforpress/Fim

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