São Vicente: Munícipe alega “casmurrice” do edil e tenta promover sessão extraordinária da AM

 

Mindelo, 31 Mai (Inforpress) – Um munícipe da cidade do Mindelo já pôs a circular um abaixo assinado para promover uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal local, alegando estar cansado de lutar contra a “casmurrice” do presidente da Câmara Municipal de São Vicente.

Maurino Delgado, que já foi autarca em Ribeira Grande (ilha de Santo Antão) e em São Vicente, explica que travou uma luta em 2014 para impedir a ocupação “indevida” de um espaço de servidão do prédio onde habita, no centro do Mindelo, mas sem sucesso.

Disse que bateu já às portas da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal, dos bombeiros, da Protecção Civil, da Presidência da República, da Provedoria da Justiça, dos deputados, da Procuradoria-Geral da República, do Governo, “mas ninguém abriu…”.

Entretanto, explica que agora teme que a ocupação do espaço de servidão do prédio, que alberga 31 apartamentos, ponha em perigo a vida das pessoas, já que, como se apresenta actualmente, impossibilita a entrada de meios de socorro, em caso de situação de emergência.

Por isso, promoveu hoje uma conferência de imprensa na sede da Associação para Defesa do Consumidor (Adeco), para afirmar que está cansado dos “actos de gestão ruinosa do município de São Vicente”, sobretudo por conta do seu presidente, Augusto Neves, que acusa de “casmurrice e irresponsabilidade”.

O conferencista acusou também as instituições de “negligência”, a mesma negligência que, segundo Maurino Delgado, levou ao naufrágio do navio Vicente, com a perda de muitas vidas, ao incêndio das antigas instalações da Interbase e à morte de 14 homens soterrados na extração de areia num espaço de apenas seis anos.

Maurino Delgado disse estar cansado de esperar, mas sem nunca pensar em desistir, porque “não se desiste de lutas justas”.

Por isso, pede ao primeiro-ministro (a quem disse ter solicitado uma audiência há quase um ano, mas ainda sem resposta), ao presidente da Assembleia Nacional, aos deputados, ao procurador-geral da República e ao Presidente da República que “não deixem que as pessoas possam morrer por acidente por causa da casmurrice e irresponsabilidade de um presidente de câmara ou por causa de negligência institucional”.

Três livrarias da cidade do Mindelo, sendo a Semente, na Rua Angola, e duas da Terra Nova, uma ao lado do Palácio do Povo e a outra junto à sede da Rádio Nova, já detêm as folhas para recolha de assinaturas de pelo menos 315 cidadãos inscritos no recenseamento eleitoral e provocar assim uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal para tratar do assunto.

Trata-se, segundo Maurino Delgado, de um desafio à cidadania mindelense, um “sinal de que a sociedade civil está atenta aos problemas e quer que sejam resolvidos de acordo com a lei e a justiça”.

Explicou que, além de chegar à Assembleia Municipal, o abaixo-assinado será depois remetido a várias outras instituições, a começar pela Câmara Municipal de São Vicente.

AT/FP

Inforpress/Fim

 

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
[wd_asp elements='search' ratio='100%' id=2]
    • Categorias

  • Galeria de Fotos