São Vicente: Moave passa a ser parceira da Cruz Vermelha na distribuição de alimentos a 15 mil famílias

Mindelo, 04 Dez (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde rubricou hoje, no Mindelo, um protocolo com a Moave para que a empresa seja a sua parceira na distribuição de alimentos a 15 mil famílias vulneráveis de 13 municípios do País.

Em declarações à imprensa, o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), Tenente Coronel Arlindo de Carvalho, explicou que o protocolo assinado com a Moave é para a execução de um programa de resposta à covid-19, cujo parceiro estratégico vem do Governo do Canadá, que entrou com um financiamento de 15 mil contos, para além de sete mil contos disponibilizados pela CVCV.

“O projecto em si pretende atenuar o sofrimento das pessoas em situações de crise, como a que vivemos, e tem como objectivo disponibilizar géneros alimentícios para 15 mil famílias que estão espalhadas por 13 municípios do País”, explicou, acrescentando que o projecto já está montado e tem uma equipa nacional de coordenação e a definição das cestas básicas que as pessoas vão receber.

Segundo Arlindo de Carvalho, todo o sistema de transporte de mercadoria estará a cargo da Moave, que fará chegar através da via marítima e aérea os produtos, e os nossos conselhos locais da Cruz Vermelha já estão preparados para servir de base para distribuição dos alimentos às famílias.

Para este responsável, trata-se de um projecto “muito importante”, porque pretende ser itinerante.

Ou seja, concretizou, “começa com esta fase e a partir de Março do próximo ano será a segunda fase e vão agregar outros componentes que, no âmbito da resposta à covid -19, sejam abrangentes, não só a nível da assistência alimentar e nutricional mas também em outros domínios.

Esses componentes, adiantou, tem a ver com a assistência social, com o reforço da segurança sanitária e com a mobilização dos militares para apoiar o sistema de saúde para vários domínios, particularmente na assistência aos idosos e deficientes, na mobilização de sangue para o banco de sangue.

Numa outra fase, acrescentou Arlindo de Carvalho, a Cruz Vermelha pretende trabalhar a resposta em matéria da resiliência das pessoas e no assentamento das comunidades.

Por sua vez, a directora-geral da Moave, Vera da Luz, explicou que a empresa entrou neste protocolo pela causa social, no sentido de ajudar e garantir a distribuição dos produtos alimentícios às famílias “neste período difícil”.

“Este ano é atípico e sentimos que deveríamos actuar de forma diferente. Com o início da pandemia, nós achamos no nosso dever de prestar apoio aos municípios e tivemos a responsabilidade de garantir o stock de produtos alimentares no país, por causa das dificuldades que começavam a surgir”, adiantou, para quem “a distribuição dos alimentos será feita através das representações, delegações e dos armazéns da empresa, que estão espalhados em quase todos os municípios de Cabo Verde”.

Além das pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, este programa prevê ainda auxiliar os indivíduos com problemas de saúde e desnutrição, grávidas, mães solteiras, doentes crónicos, campesinos, migrantes estrangeiros em situação de carência e grupos marginalizados, entre outros.

Durante o acto, também fizeram a entrega do cartão de membro/voluntário aos dirigentes dos conselhos locais da Cruz Vermelha de São Vicente e Santo Antão (Ribeira Grande, Paul e Porto Novo).

CD/JMV

Inforpress/Fim

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