Ministro do Mar vai propor em Lisboa que reservas das ZEE sejam espaços de pesca 100 % sustentável

Mindelo,07 Jun (Inforpress) – O ministro do Mar disse hoje que Cabo Verde como um pequeno estado insular deve ter a ambição de propor, na cimeira de Lisboa, que a reserva das zonas económicas exclusivas sejam espaços de pesca 100 por cento (%)sustentável.

Abraão Vicente lançou esta ideia durante o encerramento do Colóquio sobre Oceanos, organizado pela Presidência da República, na cidade do Mindelo.

Segundo o governante, Cabo Verde deve ter ambição de engajar com os outros estados, na cimeira dos oceanos que vai acontecer em Lisboa, (Portugal), a partir de 27 de Junho, co-organizada pelos governos do Quênia e de Portugal, para propor a reserva das Zonas Económicas Exclusivas dos estados como espaços de pesca 100 % sustentável.

Igualmente, acrescentou o ministro, Cabo Verde deve engajar-se para que as águas de alto mar, não propriedade e não gerida pelos estados, sejam reserva integral para toda a humanidade.

“E é essa a ambição que deve nos guiar como estado oceânico porque tudo acaba nas nossas praias”, defendeu Abraão Vicente, lembrando que as praias de Cabo Verde, principalmente do Sal, da Boa Vista e da reserva natural de Santa Luzia são afectadas pelo lixo transnacional.

Também para o lixo transnacional, que é consequência provinda de práticas internacionais, alertou o ministro, Cabo Verde deve “muscular para exigir compensações adequadas ao país para fazer face a esses desafios”.

“Nós como pequenos estados insulares não podemos darmo-nos ao luxo de adiar práticas de separação do lixo, do seu tratamento e a entrada no mercado internacional para a sua reciclagem. É uma oportunidade, um mercado da reciclagem e Cabo Verde deve posicionar-se”, afirmou.

Segundo o governante, estima-se que em décadas mais de dez milhões de espécies vão se extinguir, apesar disso muitos delas ainda não são conhecidos.

“Isso significa que os impactos da nossa acção tem sido brutal e nós como pequeno estado insular, sem um plano B, não podemos voltar a viver longe do oceano. Devemos ter um papel de liderança a partir da Presidência da República e das instituições do estado”, sustentou.

Conforme o Abraão Vicente, este momento é de “preocupação e urgência não só para Cabo Verde mas para todo o mundo que requer dos decisores posições de força e medidas de coragem”.

Estes, adiantou, devem estar cientes de que tudo o que podem fazer agora “será sempre pouco diante da urgência de mudar o estado das coisas”.

Em jeito de conclusão, o ministro do Mar também destacou a acção das organizações não governamentais que, segundo ele, tem liderado o processo de consciencialização ambiental, de regresso e de engajamento da população cabo-verdiana para com natureza.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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