São Vicente: Ministro do Mar apresenta linha de crédito de 300 mil contos para apoio à pesca semi-industrial (c/áudio)

Mindelo, 26 Mar (Inforpress) – O ministro do Mar disse hoje, no Mindelo, que a linha de crédito de 300 mil contos de apoio à pesca semi-industrial, criada pelo Governo, é uma oportunidade da banca se engajar e ver as pescas como um sector produtivo.

Estas informações foram avançadas à imprensa por Abraão Vicente, à margem da apresentação pública da linha de crédito aos armadores de pescas, aos operadores, investidores do sector das pescas e pessoas que trabalham nessa área.

Segundo Abrão Vicente, essa linha de crédito, no valor de 300 mil contos, destina-se basicamente à compra, à reparação ou compra de material logístico para a pesca semi-industrial. Desse montante, explicou, o Fundo Autónomo de Apoio às Pescas entra com 20 por cento (%), ou seja, quatro mil contos a fundo perdido, no sentido de incentivar, de credibilizar e de engajar a banca com o sector económico das pescas.

“Nós acreditamos que deve haver uma transição mais rápida do sector artesanal para o sector da pesca semi-industrial e fazer com que esse recurso tangível que temos, que é o peixe, nas suas várias formas económicas, dê contributo de uma forma mais específica e mais pujante para o desenvolvimento de Cabo Verde”, explicou.

Conforme o governante, esta linha de crédito também é uma “grande oportunidade” do sector das pescas, que não tem tido um tratamento económico junto das bancas, de se engajar com o sector da banca e demonstra que, de facto, “é um sector credível”.

Isto, clarificou, para que a banca possa contribuir de uma forma “pujante para que no futuro os armadores nacionais dependam mais da banca e menos do Governo”.

“Ao longo dos anos, o sector das pescas teve no Fundo Autónomo das Pescas um meio de financiamento a fundo perdido. Ora, já não há dinheiro grátis no mercado e Cabo Verde tem visto que não é fácil mobilizar os recursos mesmo junto dos nossos parceiros clássicos. Isso significa que as verbas disponibilizadas devem ser utilizadas de uma melhor forma”, declarou Abraão Vicente, defendendo que se deve “criar mecanismos para a reprodução desse financiamento que temos depositado nesse fundo”.

Para o ministro, distribuir motores, barcos, dar apoios de milhares de conto a fundo perdido é uma má política pública. Isto porque, explicou, significa que os cabo-verdianos estão a pagar pelas empresas e pelos custos das empresas que depois não devolvem esse dinheiro ao Estado e não permitem que o Estado continue a apoiar outros empresários.

Por isso, avançou que o Governo vai aprovar brevemente o novo Estatuto do Fundo Autónomo de Apoio às Pescas no sentido de haver uma reprodução dessa verba, tanto em microcrédito como no seu engajamento em outros mecanismos financeiros que estão a desenhar com a Pró-garante e com a Pró-empresa.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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