São Vicente: Ministro da Educação admite ajustamento da carga horária para alunos do 12º ano

Mindelo,14 (Inforpress) – O Ministro da Educação disse hoje em São Vicente que pretende normalizar a carga horária dos alunos do 12º ano para que possam aceder em condições de igualdade com os seus colegas ao ensino superior, designadamente no exterior.

Amadeu Cruz fez estas declarações após encontrar-se com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV), Augusto Neves, no quadro da visita que efectua à ilha.

Segundo o ministro, a intenção é que os alunos do 12º ano tenham a carga horária total, porque têm que transitar para o ensino superior e muitos deles vão estudar no exterior e devem estar em pé de igualdade com os outros colegas.

Isto porque, sustentou, “o perfil de saída tem que ser adequado ao perfil de entrada nas instituições de ensino superior”.

No entanto, explicou, essa normalização só deve acontecer após a avaliação do ensino secundário na Cidade da Praia, cujo arranque das aulas começou um mês mais tarde do que nos outros municípios, devido à pandemia da covid-19.

“A partir da avaliação, agora no final de Janeiro, na Cidade da Praia, faremos a avaliação geral das medidas, mas particularmente ao ensino secundário”, avançou o governante para quem “haverá reuniões entre a Direcção Nacional da Educação (DNE) e a Direcção Nacional da Saúde (DNS), para avaliar a situação das escolas em relação ao funcionamento e sobre a evolução pandémica da situação em Cabo Verde”.

Sobre a visita a São Vicente, Amadeu Cruz explicou que acontece com o propósito de inteirar-se do estado de funcionamento das escolas neste contexto da covid-19 em que a ilha é o novo foco da pandemia no País.

“Precisamos trazer uma mensagem de solidariedade aos alunos e aos professores e à comunidade educativa, de uma forma geral, mas fundamentalmente precisamos de ver como é que estão a funcionar as escolas tendo em vista a eventual correcção e revisão das medidas de combate à covid nas escolas”, concretizou, adiantando que o encontro com presidente da CMSV serviu para “abordar questões conjuntas” entre a autarquia e as autoridades educativas nacionais.

Isto, adiantou, para que tenham “melhor sintonia melhor sincronização ao nível do transporte escolar, do pagamento de propinas e do funcionamento dos jardins-de-infância”.

Em São Vicente, Amadeu Cruz também pretende encontrar-se com os professores, tendo em vista a estabilização da carreira desses profissionais, sendo que neste particular, vai analisar o processo da transição e enquadramento dos professores que obtiveram a formação no Instituto Pedagógico (IP).

Outro objectivo, adiantou, é “a redução paulatina das pendências, particularmente aquelas que resultam do subsídio por não redução da carga horária, cuja portaria deverá ser publicada brevemente do mandato, para deixar uma situação mais estabilizada na carreira dos professores”, adiantou.

Instado sobre a situação dos alunos da Universidade Lusófona em São Vicente que reclamam de falta de aulas, de equipamentos, de professores e de notas, o ministro da Educação disse que tem estado em diálogo com a Agência de Regulação do Ensino Superior (ARES) e com o seu presidente e que há uma intervenção da agência no sentido de proteger os direitos dos estudantes.

“Naturalmente que é uma situação que temos que acompanhar, do ponto de vista da supervisão que cabe ao Ministério da Educação. Mas, em termos de intervenção caberá à agência agir. O que eu posso garantir é que os estudantes não serão prejudicados e os seus direitos serão protegidos”, assegurou.

CD/DR

Inforpress/Fim

 

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