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São Vicente: Ministro da Cultura promete requalificação da Praça Nova para acompanhar “visão vanguardista” do novo CNAD

Mindelo, 24 Nov (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas assegurou hoje, no Mindelo, que o Governo, em parceria com a Câmara Municipal de São Vicente, promoverá a requalificação da Praça Nova para acompanhar a “visão vanguardista” do novo CNAD. 

Abraão Vicente deu esta garantia na noite desta quarta-feira durante a cerimónia de abertura da Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (Urdi), evento que tem como ‘casa’ a Praça Nova (Praça Amílcar Cabral, nome oficial). 

O governante começou a sua intervenção justificando o porquê de não terem conseguido cumprir a promessa de fazer a Urdi 2021 com as obras, iniciadas em 2019, da nova sede do Centro Nacional de Artesanato e Design (CNAD) já prontas. 

Abraão Vicente admitiu ser a conjuntura actual do País e do mundo, que fez colocar “projectos estruturantes” em “modo de pausa”. 

“Não conseguiremos retomar essa obra, se não conseguirmos retomar a normalidade”, advogou o ministro, acrescentando que o retorno da Urdi à Praça Nova significa que se vai dar continuidade e terminar as obras da sede do CNAD. 

Este também é um sinal, segundo a mesma fonte, de que o Governo, junto com a Câmara Municipal de São Vicente vai promover a “requalificação total” da Praça Nova do Mindelo num “olhar moderno, avançado e integrado com a visão vanguardista” da arquitectura e design do novo CNAD.  

Quanto à Urdi, Abraão Vicente ressaltou o facto de ser uma das poucas iniciativas, que não parou mesmo com a pandemia, uma vez que a edição de 2020 foi feita com um circuito dentro dos ateliês dos artesãos e agora “volta mais forte”. 

A edição de 2021, ajuntou, faz uma “ponte mágica” entre Mindelo e os municípios convidados, Ribeira Grande de Santiago e Sal, isto porque, defendeu, o primeiro é o lugar onde nasceu a cabo-verdianidade e onde o artesanato “bebe do foro ascentral” de Cabo Verde e Sal, por seu lado, é onde se encontram os “grandes financiadores” e “capitães do desenvolvimento de Cabo Verde através do turismo”. 

“E queremos que o nosso artesanato aqui apresentado na Urdi seja o artesanato que nós vendemos ao mundo nas duas capitais do turismo em Cabo Verde”, sustentou o ministro, referindo-se ao Sal e à Boa Vista, que, a seu ver, devem ser “grandes montras” do artesanato cabo-verdiano. 

Neste sentido, a sexta edição da Urdi, di-lo o governante, “muito mais que um evento, é uma manifestação de força, de resiliência, de qualidade” que se pode projectar “não só no artesanato, mas na cultura de Cabo Verde”. 

A cerimónia contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, para quem a feira vai “juntar os elementos conhecimento, intercâmbio,  com um momento económico de fim de ano”, daí, assegurou, haver a certeza que esta vai ser “bem-sucedida”. 

A Urdi prossegue nos próximos dias, até 28, com a apresentação dos resultados do concurso de design, Klaridad – Imaginar Futuros e de Pote – Residência Criativa e a oficina Urdi Júnior, que integram o Salão Created in Cabo Verde, expostos no Centro Cultural do Mindelo e na galeria Zero Point Art. 

Também estão programadas as grandes conversas em formato físico e online e a apresentação do catálogo Boka Panu & Teada. 

Esta sexta edição vai homenagear duas figuras da cultura de Cabo Verde, já falecidos, o mestre artesão Miguel Fortes e a comunicadora e produtora cultural Samira Pereira. 

LN/HF

Inforpress/Fim 

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