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São Vicente: Ministro da Cultura diz que simbolismo do Prémio Camões é recuperar a valorização do autor

Mindelo, 29 Mai (Inforpress) – O ministro da Cultura, Abraão Vicente, disse hoje, no Mindelo, que o simbolismo do Prémio Camões é precisamente recuperar a valorização do autor, pois, em Cabo Verde, “nenhum autor” vive da sua obra, “nem o Germano Almeida”.

Presente na apresentação do livro “O Fiel Defunto”, o 18º de Germano Almeida, Prémio Camões desde a semana passada, Abraão Vicente, aos jornalistas, considerou que o prémio consagra o autor, mas que também vem chamar atenção para a necessidade de se comprar livros e devolver o hábito de leitura às famílias.

“O Germano ligou-me a convidar e fazia sentido estar presente na apresentação do livro tal como estive em Lisboa no momento da consagração, da atribuição do prémio”, justificou o ministro, para quem se trata um “momento simbólico”, o “mínimo que podemos fazer”, pois a agenda do Germano vai ficar “um pouco impossível” daqui para à frente.

Abraão disse ter já confirmado, junto do Governo português, que Germano Almeida será convidado de Portugal para fazer parte da comitiva deste país na feira de Guadalajara (México).

“Em Lisboa,  perguntaram-me se era a vez de Cabo Verde, mas acho que muito mais do que a vez de CV era a vez do Germano, pois para se ter premiação é preciso ter literatura de qualidade”, considerou o ministro, que reconheceu que foi a vez de Cabo Verde porque o país tinha Germano Almeida.

Sobre o livro, cujo exemplar recebeu antes da apresentação, o ministro afirmou que a contracapa já “revela praticamente a história toda”, pelo que recomenda a compra da obra.

“É preciso comprar livros, nós temos estado a oferecer livros às escolas e às bibliotecas, mas é preciso que os bons leitores recuperem o hábito”, ajuntou o governante.

Por fim, Abrão Vicente aproveitou para anunciar que os prémios Mário Fonseca e Orlando Amarílis serão relançados no próximo ano.

“É preciso incentivo, premiação, e nós estamos aqui para fazer isso”, concluiu.
Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945, é licenciado em Direito e reside em São Vicente.

Publicou até hoje 18 livros ao longo de 30 anos, alguns dos quais traduzidos em nove línguas.

Em Cabo Verde,  é editado pela Ilhéu Editora que, para além de Germano Almeida, tem no seu leque de autores um outro Prémio Camões, Arménio Vieira.

AA/JMV
Inforpress/Fim

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