São Vicente: Ministério Público manda soltar médicos detidos por alegada desobediência a uma decisão judicial

 

Mindelo, 02 Out (Inforpress) – Os três médicos detidos no seu posto de trabalho na manhã de hoje em São Vicente foram colocados em liberdade cerca das 13:30, por decisão do Ministério Público, por “não estar reunidos” os requisitos da detenção.

Segundo a advogada Ronise Évora, porta-voz de um trio de advogados que defende os clínicos, em declarações à imprensa, à saída do Tribunal, a decisão é “a única possível” para cumprir a legalidade e, por isso, “era expectável”.

“Não sei se houve exagero por parte do juiz, sei que houve sim detenções e o Ministério Público entendeu não haver critérios que de facto justificassem a sua legalidade e mandou soltar os três médicos”, reforçou a advogada, sustentando que para todos os efeitos trata-se de uma detenção fora de flagrante delito ordenada por um juiz que o pode fazer.

“Parece é que os fundamentos é que não são legais e ainda bem que o Ministério Público assim entendeu”, ajuntou a mesma fonte, precisando que agora vão aguardar para ver se o caso vai para instrução.

“Depois veremos se haverá ou não matéria que justifique um processo criminal, para nós não há”, concluiu.

A directora clínica do Hospital Baptista de Sousa, Jamira Sousa, o psiquiatra Aristides da Luz e a clínica geral Suzete Ramos, foram detidos às 10:30, no hospital, e saíram do Tribunal, cerca das 13:30, debaixo de aplausos dos seus colegas médicos e de populares que se juntaram no exterior do edifício do Tribunal da Comarca de São Vicente.

À Inforpress, o psiquiatra Aristides da Luz mostrou-se “perplexo” com a situação porque, como afirmou, ainda não entendeu os motivos da detenção, mas remeteu outras declarações para os advogados que constituíram para o caso.

Agentes da Polícia Judiciária (PJ), no Mindelo, detiveram, na manhã de hoje, no Hospital Baptista de Sousa, três médicos, em cumprimento de um despacho do juiz Antero Tavares por alegada desobediência a uma decisão judicial.

Os três clínicos foram levados para as instalações da PJ num primeiro momento e logo de seguida para o Tribunal onde permaneceram cerca de três horas, antes da sua soltura.

Os médicos, que em sinal de solidariedade para com os colegas juntaram-se à porta do Tribunal, ostentavam cartazes com a inscrição “Médicos unidos, somos uma classe profissional e exigimos respeito”.

AA/FP

Inforpress/Fim

 

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