São Vicente: Mindelo albergará colecção permanente de arte contemporânea – ministro

Mindelo, 26 Nov (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, assegurou, quarta-feira, que Mindelo vai receber a colecção permanente de arte contemporânea cabo-verdiana, criada há dois anos com aquisições avaliadas em cerca de dez mil contos.

As obras de artistas cabo-verdianos adquiridos pelo Estado, avaliadas em cerca de dez mil contos, virão todas, para a cidade do Mindelo e albergados no novo edifício do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), que deverá ser inaugurado no mês de Janeiro de 2021, segundo o ministro, que fez o anúncio na noite de quarta-feira durante a abertura da Feira de Artesanato e Design (URDI), em São Vicente.

“Vão estar no Mindelo todos os grandes artistas cabo-verdianos, representados através das suas obras”, sublinhou Abraão Vicente, mencionando inclusive trabalhos do pintor Manuel Figueira, um dos fundadores do antigo Centro Nacional de Artesanato (CNA).

O espaço do CNAD, em São Vicente, terá exposições fixas, mas também servirá de sede para as exposições rotativas que circularão pelas outras ilhas.

“Espero que Mindelo saiba acolher este legado, que é um presente de todo o Cabo Verde e de todos os cabo-verdianos, e façamos com que as pessoas venham, não só, para dar um ‘tchiluf’ (mergulho) na Laginha, mas para visitar a arte contemporânea de Cabo Verde”, lançou Abraão Vicente, referindo a essa que é a “maior colecção” adquirida pelo Estado, “maior comprador de arte” do País.

Quanto à URDI, o ministro destacou a “resistência” do evento mesmo em tempo de pandemia e de seguir o objectivo de fazer com que “o design beba do artesanato e que rebusque e no futuro se possa ter o design cabo-verdiano inspirado nas raízes cabo-verdianas”.

Por outro, considerou, a equipa da feira permitiu a afirmação do evento, tornando a pandemia como um acelerador do projecto inicial, de ser Mindelo o centro, mas espalhado pelas outras ilhas. Algo que aconteceu nesta quinta edição com a URDI a realizar-se em todas a ilhas e com exposições nos próprios ateliês dos artesãos.

Uma rede, que o director do CNAD, Irlando Ferreira, apelou para que seja percorrida pelas pessoas para “acarinhar” os artesãos, com compras para o Natal e comprando algo genuíno de Cabo Verde.

A cerimónia de abertura contou ainda com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, que deu as boas-vindas aos participantes da feira e pediu um minuto de silêncio em homenagem ao mestre artesão João Fortes, membro do CNA e CNAD, falecido no mês de Junho último e ao artista plástico Alex Silva, falecido no mês de Dezembro do ano passado.

Augusto Neves acredita que a feira representa a “promoção e valorização” de Cabo Verde, “uma terra com história, com património”, que se pretende que “seja cada vez mais um destino turístico e amigo”.

Intervieram ainda no evento o vereador Nilson Santos, em representação do presidente da Câmara Municipal do Porto Novo (Santo Antão) e o presidente da Câmara Municipal de São Miguel (Santiago), Herménio Fernandes, representantes dos dois municípios-destaques desta edição e que também albergarão pólos do CNAD.

 Durante a noite de hoje foi ainda inaugurada o Salão Created in Cabo Verde, que este ano teve como tema “LossGuia”, de criatividade tendo como “pano de fundo” o mar, e cuja peça vencedora foi “Marra” da autoria de Inês Alves.

A URDI prossegue até domingo, 29, com “volta à feira”, “Grandes conversas”, “UrdiJunior” e ainda uma homenagem ao mestre artesão João Fortes, através da exposição “Trama, memória e luz – jornadas do mestre João Fortes”.

LN/HF

Inforpress

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