São Vicente: Mindelo acolhe segundo congresso de doutorados para reflectir sobre desafios da crise sanitária

Mindelo, 13 Fev (Inforpress) – A ilha de São Vicente recebe nos dias 04 e 05 de Março o “2º Congresso de doutorados – Encontro académicos e cientistas de Cabo Verde”, que pretende reflectir sobre os desafios da crise sanitária.

A convocação desta reunião magna surge, conforme informações dos organizadores, num momento em que Cabo Verde, como as restantes sociedades do planeta, busca respostas para os desafios complexos que a crise sanitária veio colocar.

“Mais do que nunca, cumpre-nos reflectir individual e colectivamente sobre a sobrevivência da vida humana e sobre a sustentabilidade do planeta e do nosso país, ajudando a rever procedimentos e códigos de conduta normalizados, mas prejudiciais”, considerou a organização.

 Como produtores e detentores de conhecimento, ferramentas críticas e metodológicas avançadas, cabe aos doutores, segundo a mesma fonte, uma “responsabilidade acrescida na busca dessas respostas, assessorando os poderes públicos na configuração de políticas que enderecem convenientemente a complexidade dos problemas”.

“O tipo de relação existente entre o saber e o poder determina em larga medida os processos de modernização e o crescimento equilibrado dos países, seja de países industrializados, seja de países em desenvolvimento, como é o caso de Cabo Verde”, asseguram os organizadores, para quem o “subaproveitamento do conhecimento científico” disponível nas universidades e outras instituições académicas e científicas, tem constituído um “sério obstáculo” ao processo de desenvolvimento dos países mais pobres.

“E funcionado como um retardador desses processos”, consideram.

E é neste sentido, que, conforme a mesma fonte, que as resoluções do 1º congresso, realizado na cidade da Praia em Novembro de 2014, destacou o papel fulcral do ensino superior e da ciência para o desenvolvimento de Cabo Verde. 

As resoluções, ajuntou, destacaram ainda a importância da formação e da massa crítica enquanto indutores de cidadania e democracia, “elevando os patamares de exigência relativamente à qualidade da governação e à fiscalização da atividade dos decisores”. Agora, decorridos seis anos, verificou-se que algumas das resoluções do 1º congresso se traduziram em medidas adoptadas pelos governos e dirigentes institucionais. 

“No entanto, muitas delas não tiveram seguimento, mormente no que toca a modelos de gestão académica e a criação de condições propícias ao florescimento de uma investigação que permita ao país inserir-se, de forma competitiva, nas redes internacionais de produção de conhecimento”, critica a organização.

Os organizadores do 2º congresso estimam haver aproximadamente 300 doutorados cabo-verdianos em Cabo Verde e na diáspora.

LN/DR

Inforpress/Fim

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