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São Vicente: Membros da Rede Sol e parceiros apontam “trabalho em rede” para “melhor atendimento” às vítimas da VBG (c/áudio)

Mindelo, 28 Set (Inforpress) – Integrantes da Rede Sol e de instituições e organizações ligadas à temática da Violência Baseada no Género (VBG) encontram-se em formação, no Mindelo, para “mais capacitação”, visando um “trabalho em rede” para “um melhor atendimento” à vítima. 

Trata-se, segundo a coordenadora do programa “Djuntu pa igualdadi” (Juntos pela igualdade, em português), Deborah Vera Cruz, de uma acção de formação financiada pela União Europeia e que está a ser implementada pela Associação Cabo-verdiana de Luta contra a Violência Baseada no Género, em parceria com outras organizações internacionais. 

Segundo a mesma fonte, a capacitação deriva de uma parte do projecto que já foi concretizada, que é uma avaliação participativa à implementação da Lei VBG após os seus dez anos de entrada em vigor.

Deborah Vera Cruz indicou ainda que a componente de capacitação, que já foi realizada nas ilhas do Sal, Boa Vista, Fogo e Brava, e agora São Vicente, surge para dar resposta a “alguns desafios” identificados durante a referida avaliação, portanto, sintetizou, trata-se da capacitação dos profissionais que estão envolvidos na implementação da Lei VBG, mas concretamente no atendimento e acompanhamento à vítima. 

Ou seja, continuou, a ideia é que os participantes saiam desta acção de formação, feita em parceria com o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), “mais capacitados ainda” para exercerem este papel de “trabalharem em rede” para “um melhor atendimento” à vítima 

Por outro lado, Deborah Vera Cruz anunciou para quinta-feira, 30, no Mindelo, a apresentação dos resultados dessa avaliação participativa, a qual, revelou, identificou “algumas lacunas” na implementação do que está previsto na lei, como por exemplo, precisou, a isenção de taxas na saúde ou os direitos que as vítimas têm relativamente a direitos laborais, “que não estão a ser cumpridos”, para além de “alguma morosidade” na justiça. 

No mesmo acto, será ainda apresentado um ‘draft’ do que será o plano de acção ou o roteiro, executado também de forma participativa e, por isso, aberto ainda à recolha de subsídios, para que esses desafios identificados possam ser solucionados. 

A Rede Sol foi criada em 2004, como uma articulação interinstitucional que integra várias instituições, governamentais e não-governamentais, que actuam no campo da promoção da igualdade e equidade de género.  

Desde a sua criação, a Rede Sol tem actuado na mobilização da sociedade civil e parcerias internacionais, na produção de leis e políticas públicas que respeitem as especificidades de mulheres e homens no País. 

AA/DR

Inforpress/Fim 

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