Marcelo Rebelo de Sousa destaca “morabeza e saudade” como realidades da união Portugal/Cabo Verde

 

Mindelo, 11 Abr (Inforpress) – O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou hoje, no Mindelo, que a morabeza e a saudade são as duas realidades que unem os povos de Cabo Verde e de Portugal como nenhum outro no mundo.

O Chefe de Estado português fez esta declaração depois de ter sido recebido com música da Banda Municipal à entrada dos Paços do Concelho e por dezenas de mindelenses que o aguardavam debaixo de chuviscos e com chuva de palmas.

O Presidente de Portugal cumprimenta rapidamente as autoridades municipais e cai no meio do povo a distribuir abraços e beijos.

Lá em cima, na hora dos discursos, no Salão Nobre, talvez ainda com a imagem da “calorosa recepção”, à entrada, Marcelo Rebelo de Sousa recordou a união entre os dois povos, através dos séculos de convivência, mas também do presente e sobretudo do futuro.

“Não há nenhum outro povo do mundo que tenha em comum, como Cabo Verde e Portugal, as duas realidades morabeza e saudade, que são inseparáveis”, lançou, porque, justificou, “onde há morabeza, há saudade, e há saudade, porque há morabeza”.

Dizendo-se “tocado” com a recepção, antes de receber as chaves da cidade, no seu discurso enalteceu Mindelo como cidade que nasceu da liberdade, correspondendo a um período liberal na vida política da comunidade portuguesa.

“E nunca mais deixou de ser uma terra da liberdade e por isso uma terra da democracia porque esta começa na liberdade”, sintetizou, trazendo como exemplo o Poder local que definiu como uma escola de liberdade e de democracia.

Um a um, Marcelo Rebelo de Sousa mencionou os 10 municípios portugueses com as quais Mindelo tem acordos de geminação por isso, acrescentou, Mindelo tem de ser um “grande município, uma terra de liberdade e democracia e cosmopolita” para manter um intercâmbio “tão rico, tão diversificado com tantos municípios” portugueses.

“É para nós uma honra esse intercâmbio, essa geminação, essa colaboração, essa fraternidade”, destacou, e aproveitou para lembrar os portugueses que escolheram esta cidade para investir e para viver e onde são “acolhidos de braços abertos” porque, antes de tudo, sintetizou, está a cultura das gentes, dos hábitos, das práticas, da natrueza e aquela criada pelos cidadaõs.

Por isso, “grande honra por estar aqui e homenagear a história, a cultura, o património e o passado”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, mas sobretudo para dizer que o passado só vale a pena se virado para futuro.

“Devemos celebrar o passado mas com os pés assentes na terra olhando para os problemas do presente e querendo construir um futuro melhor”, lançou, ao mesmo tempo que confirmava que é esse o sonho comum os dois povos, que “dá calor às almas” e que justifica o “júbilo, a gratidão e a emoção” com que se encontra no Mindelo a representar todos os portugueses.

Ainda nos Paços do Concelho, o convidado de Augusto Neves foi agraciado com uma serenata, trocou presentes e recebeu as chaves da cidade, momentos que, considerou, “tocam o fundo do coração do Presidente da República Portuguesa”.

AA/ZS

Inforpress/Fim

 

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