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São Vicente: Mandingas de Ribeira Bote vão receber incentivos para criar escola de batucada e dança para crianças – ministro (c/áudio)

Mindelo, 15 Jan (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, anunciou hoje, no Mindelo, que os mandingas de Ribeira Rote vão receber uma verba para criar uma escola de batucada e dança para crianças.

O ministro tornou público esta decisão após um encontro, no Mindelo, com o presidente do grupo, Nilton Rodrigues e com o presidente da Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV), Marco Bento.

Segundo a mesma fonte, esta é a primeira vez que o Governo estabelece uma parceria com os mandingas, grupo que arrasta multidões nos desfiles normalmente feitos aos domingos, um “grupo popular, espontâneo e que nunca pediu formalmente apoio ao Ministério da Cultura”.

“Mas, acreditamos que mandingas são a força do povo na sua forma mais espontânea e partindo de uma zona emblemática da cidade do Mindelo, na nossa conversa chegamos à conclusão que era preciso formalizar uma escola de ritmo e dança ligada aos mandingas”.

O governante ressaltou ainda o trabalho social feito com as crianças, que frequentam o polivalente da zona de Ribeira Bote para entretenimento e estarem fora das ruas.

Neste sentido, ajuntou, o Governo compromete-se a fornecer o ‘kit’ necessário para as crianças tenham instrumentos de aprendizagem do ritmo e da dança, mas, por outro lado, fazer disso uma indústria para que os turistas chegados nos cruzeiros e de outra forma à Mindelo possam ter workshops e formações com membros do grupo.

“Iremos fazer um protocolo e transferir uma tranche para exactamente alavancar as acções sociais ligadas às crianças, mas também iremos dar uma assessoria muito directa para a formalização da escola de ritmo e danças dos mandingas de Ribeira Bote”, asseverou, anunciando ainda a intenção de financiar os almoços dos mandingas aos domingos, que considerou ser uma “espécie de escola de ensaio”, a partir do momento que as condições sanitárias permitirem.

Isto porque, defendeu Abraão Vicente, este momento não só é para ‘passá sab’ (se divertir, em português), mas sim é um “momento social, recreativo e de engajamento para as causas que a associação quer delinear”.

Questionado sobre o financiamento aos outros grupos de mandingas que existem em São Vicente, o ministro disse que o Governo começa pelos de Ribeira Bote por terem “mais adesão social” e por “serem os originais”.

“Nós quisemos criar aqui uma liderança e um caso de estudo de uma organização que acaba de facto por abranger toda a comunidade”, afiançou, mostrando também a abertura  para fornecer ‘kits’ a outros grupos caso houver uma formalização desse pedido.

O presidente dos mandingas, que Abraão Vicente disse ter tido a iniciativa de entrar em contacto com o ministério, congratulou-se com apoio para levar adiante o projecto e “não deixar a tradição morrer”.

LN/CP

Inforpress/Fim

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