São Vicente: Mãe pede explicações e quer saber onde filho de 7º ano vai estudar no ano lectivo já às portas

Mindelo, 06 Set (Inforpress) – A mãe Nádia Santos diz-se aflita por até agora não saber onde seu filho poderá frequentar o sétimo ano de escolaridade, uma vez que não teve respostas nem de escolas e nem da própria delegação escolar.

A menos de duas semanas das aulas recomeçarem, Nádia Santos, 36 anos, como últimos recursos decidiu falar com a Inforpress e publicou um vídeo nas redes sociais a questionar “a quem de direito” o porquê do seu filho de 11 anos estar até ao momento sem saber qual escola deverá frequentar.

A progenitora assegurou ter batido em várias portas desde que terminaram as aulas do ensino básico, a começar pela Escola João José dos Santos, na zona de Ribeirinha, onde o filho frequentou o sexto ano e cujo agrupamento não tem ligação com nenhuma escola secundária.

Logo no início, segundo a mesma fonte, foi informada de que não poderia fazer a matrícula na Escola Jorge Barbosa, estabelecimento escolar mais próximo de Ribeirinha, onde também é a residência da família, devido aos exames que ainda decorriam.

De seguida, foi aconselhada a fazer inscrição na Delegação de Educação em São Vicente.

“Fui fazer a inscrição em inícios de Agosto e no dia o meu filho recebeu o número 149, para ver quantas crianças estavam na mesma situação. Mas, desde aquele dia não tive mais informações e toda vez que contacto os serviços da delegação me pedem somente para aguardar”, explicou Nádia Santos, lamentando até agora não poder fazer planos até sobre o fardamento a comprar ao filho, porque até agora não sabe o liceu que este irá frequentar.

Por outro lado, a mesma diz-se revoltada uma vez que procurou em todas as cinco escolas secundárias da ilha, que responderam não ter vagas neste momento, contudo, asseverou, foi informada por uma mãe de uma colega do seu filho que conseguiu matricular a filha na Escola Secundária Jorge Barbosa, “porque alguém lá de dentro lhe conseguiu arranjar um boletim”.

“Quer dizer, temos que ter apadrinhamento até para uma criança estudar, quando é um direito que ela tem”, questionou Nádia Santos, adiantando que ainda tem que conviver com a “ansiedade e desconsolo” do filho, que todos os dias lhe pergunta se não vai conseguir estudar, e que “fica mais triste toda vez que não consegue nenhum resultado, apesar das tentativas”.

A jovem acredita que para não haver estes tipos de constrangimentos, a delegação deveria fazer essa distribuição dos alunos com muito mais antecedência, porque “todos têm direito de estudar”.

Confrontado pela Inforpress, o delegado de Educação em São Vicente, Jorge da Luz, admitiu ter havido algumas situações de pendentes na colocação de alunos de sétimo ano “devido a questões familiares, mas, também às férias dos serviços da delegação”.

Entretanto, asseverou a mesma fonte que já se está a trabalhar sobre os processos dos alunos do sétimo que “até o final da semana deverão estar todos colocados nas diferentes escolas secundárias da ilha”.

“O sétimo ano é de ensino obrigatório e por isso ninguém vai ficar sem estudar”, concretizou.

O início das aulas está previsto para o próximo dia 19 de Setembro.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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