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São Vicente: Jovens perdem casa em incêndio e lançam apelo para continuar a trabalhar e estudar

Mindelo, 25 Fev (Inforpress) – As irmãs Rosalina e Nídia Fortes que viram a casa onde residiam na Ribeira de Craquinha destruída por um incêndio pediram hoje ajuda para continuarem a trabalhar e estudar em São Vicente.

O incêndio terá se deflagrado na madrugada desta quarta-feira “sem motivo aparente”, quando as duas se encontravam em Santo Antão devido às férias escolares de Nídia.

Há três anos Rosalina Fortes, 32 anos, deixou a sua vida em Santo Antão e decidiu acompanhar a irmã Nídia Fortes, 21, que ganhou uma bolsa para estudar Criminologia na Universidade do Mindelo (Uni-Mindelo). 

Desde então moravam de renda, mas, conforme Rosalina avançou à Inforpress, devido à pandemia as “coisas complicaram” e em regime de lay-off no seu emprego, em São Vicente, foram “obrigadas” a construir uma casa de chapa em terreno clandestino na zona de Craquinha.

A mesma garantiu que já tinham dado entrada para legalizar o terreno na câmara municipal, mas, na madrugada desta quarta-feira tudo que tinham fez-se em cinzas num incêndio, que não sabem explicar, mas para o qual não descartam nenhuma hipótese, “até de fogo posto”.

“A minha irmã estava de férias escolares e decidimos ir para Porto Novo e deixamos uma senhora para ir ver a casa de vez em quando e ela sempre dizia que estava tudo bem”, explicou Rosalina Fortes, garantindo que, mesmo de tambor, a casa tinha “todos” os electrodomésticos necessários, mas agora estão na rua com apenas uma mochila.

A jovem confirmou que na noite desta quarta-feira contaram com o apoio temporário de um tio, que teve conhecimento e emprestou-lhes a casa para passar a noite, mas agora não sabem o que fazer para os próximos dias, depois de terem procurado os serviços sociais da câmara municipal, onde receberam a resposta de não haver como as ajudar.

“Na câmara nos disseram que só podiam nos dar um colchão pequeno para colocar na rua e uma cesta básica, porque neste momento não tem nenhuma moradia disponível”, disse Rosalina Fortes, adiantando terem pedido pelo menos um quarto, já que não podem voltar para Santo Antão devido ao reinício das aulas da irmã, mas também lhes foi negado.

Por isso, sem ter mais a quem recorrer, aguardam, segundo a mesma fonte, a ajuda de todos para ultrapassar a situação e continuarem com a sua vida.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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