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São Vicente: Jorge Carlos Fonseca felicita Mindelo pelos 141 anos

Mindelo, 14 Abr (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, felicitou o 141º aniversário, assinalado hoje, da elevação de Mindelo à categoria de cidade, esta urbe da “morna e da coladeira, de cicerones e sonhadores, navegantes e namoradeiros”.

Numa publicação, nesta terça-feira , na página oficial do Facebook, o chefe de Estado disse estar de parabéns a “urbe dos poetas, pescadores, músicos e pintores, gente boa e empreendedora;, comerciantes e empresários, atletas e intelectuais, que, ao longo do tempo, souberam fazer-se e assim ajudar a fazer o Cabo Verde aberto ao mundo, que hoje somos”.

“Mindelo do Porto Grande, da morna e da coladeira, de cicerones e sonhadores, navegantes e namoradeiros, das praças, ladeiras e becos, avenida marginal e montes vermelhos, em anfiteatro – nascida para o teatro da vida, rebolando ao som do San Jon e do Carnaval. A cidade que respira esperança, a cada fim de ano, cantada por Divas e rocegadores, catraeiros e fogueiros, pintada a cada anoitecer”, enalteceu Jorge Carlos Fonseca.

O Presidente da República desejou assim as “maiores felicidades” à cidade e “às suas gentes, aos seus autarcas, aos seus admiradores, apaixonados e amigos, num abraço solidário e fraterno, em tempos de contingência, mas com o espírito franco e aberto, desejando, igualmente, ver o seu povo na rua, o mais rapidamente possível, multiplicando-se em mil gestos da alegria e sorrisos, com que sempre soube pintar o seu quotidiano”.

Os 141 anos da cidade do Mindelo ficaram, no entanto, ofuscados pelo estado de emergência e pelos condicionamentos impostos pela pandemia do novo coronavírus, que não permitiu a realização das habituais actividades como o festival da juventude e a sessão solene na câmara municipal.

Mindelo foi elevado à categoria de cidade a 14 de Abril de 1879, depois de colonizado em 1795 pelos portugueses. A corte de Lisboa enviou para a ilha de São Vicente 20 casais e 50 escravos vindos do Fogo, com o objectivo de evitar que as potencialidades do que viria a chamar-se Porto Grande servissem os interesses dos piratas e corsários.

Uma dúzia de barracas de cabanas, erguidas no local onde hoje se localiza a Pracinha da Igreja, constituíram a então Aldeia de Nossa Senhora da Luz. Mais tarde, em 1819, o então governador António Pusich, leva mais 56 famílias de Santo Antão e rebaptiza a aldeia como Leopoldina, em homenagem à imperatriz Maria Leopoldina, da Áustria, mulher de D. Pedro IV.

Aproveitando as potencialidades da Baía do Porto Grande, um porto natural formado por uma cratera submarina de um vulcão com cerca de quatro quilómetros de diâmetro, o governador Joaquim Pereira Marinho, nomeado em Setembro de 1835, defende a criação de uma nova capital em torno da baía.

Assim, através de um decreto ministerial e de uma portaria régia, datada de 11 de Junho de 1838, a capital de Cabo Verde sai da Praia e passa para São Vicente. No entanto, a resistência política local da altura, inviabilizou a decisão, que nunca chegou a ser concretizada.

Nesse mesmo ano, instala-se na ilha a companhia inglesa East India, ligada ao carvão, ao mesmo tempo que, em Portugal, o Marquês Sá da Bandeira decretava que a povoação da Baía do Porto Grande adoptasse o nome de Mindelo.

Segundo dados oficiais da História de Cabo Verde, em 1859, Mindelo foi elevado à vila, pois já possuía “quatro ruas, quatro travessas, dois largos e 170 habitações” para uso dos cerca de 1.400 habitantes, que viriam a prosperar com a instalação de várias companhias inglesas de carvão, sendo considerado em 1875 o maior porto carvoeiro do Atlântico médio.

Quatro anos mais tarde, em 1879, Mindelo seria elevado à categoria de cidade, com os seus 3.300 habitantes a poderem usufruir já de 27 ruas, uma praça – a conhecida D. Luís – cinco largos, 11 travessas, um beco e dois pátios, quase todos calcetados, arborizados e iluminados por um total de 120 candeeiros a petróleo, segundo os dados da época.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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