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São Vicente: João Luís garante que se for presidente da UCID não será “pau mandado” de António Monteiro (c/áudio)

Mindelo, 07 Jan (Inforpress) – O vice-presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), João Santos Luís, apresentou hoje, no Mindelo, a sua candidatura à liderança do partido e garantiu que não será “pau mandado” do actual líder António Monteiro.

João Santos Luís, que falava em conferência de imprensa disse que só agora anuncia a sua candidatura por estar persuadido de que tem “todas as condições para estruturar e unificar” a UCID em todas as ilhas e também na diáspora, para promover o seu crescimento e ser um partido capaz de defender “intransigentemente” as aspirações dos cabo-verdianos.

“Proponho com esta candidatura reforçar internamente a UCID, de modo a congregar, juntar e unir todos os militantes e simpatizantes e amigos à volta dos desafios que Cabo Verde enfrenta. Todos nós estamos convocados e não há razão para que ninguém fique de fora. A luta é titânica e, portanto, só a união será capaz de nos levar à vitória”, afirmou.

Um dos grandes objectivos da sua candidatura, explicou, é vencer as eleições autárquicas em São Vicente e aumentar o leque das câmaras municipais em que a UCID possa ter representantes autárquicos.

Mas, reforçou, caso for eleito no congresso de Março o seu “objectivo maior” será o de “trabalhar arduamente” e com “toda a inteligência possível” para permitir que a UCID ascenda à condição de partido do arco do poder, tornando-se assim num “elemento incontornável” nas decisões da governação de Cabo Verde.

“Isso não significa ganhar eleições, mas o partido pode trabalhar e eleger dez deputados e fazer parte da governação”, exemplificou.

O vice-presidente da UCID, que entrou para o partido em 2003 a convite do actual líder António Monteiro, garantiu que não será “pau mandado” do presidente cessante.

Isto quando questionado pela Inforpress sobre as críticas do histórico fundador e antigo presidente Lídio Silva que defendeu que João Santos Luís será um “pau mandado” e a sua candidatura uma continuidade de António Monteiro na UCID.

Segundo João Santos Luís, “rata-se de uma futurologia de Lídio Silva, esclarecendo que ele e o presidente cessante são duas pessoas “completamente diferentes”.

“Apesar de eu ter sido vice-presidente de 2009 a 2021, secretário executivo de 2004 a 2009, o braço direito do presidente cessante, mas isso não quer dizer que vou seguir as mesmas pisadas do presidente cessante. Eu tenho as minhas ideias e penso implementá-las juntamente com a equipa que irá ser eleita no congresso para fazermos um bom trabalho para o partido e para o país”, declarou.

No entanto, João Santos Luís disse que vai aproveitar “todas as coisas boas” que foram feitas desde 1975 até hoje, introduzir melhorias e, também, sem especificar, afirmou que poderá até preconizar roturas em alguns aspectos relativamente a decisões anteriores que “não caíram no agrado de alguns militantes”.

A mesma fonte revelou que ainda está a fazer os contactos, mas da lista que tem três órgãos: Comissão Política, Conselho Nacional e Conselho de Jurisdição Nacional revelou que mais de 50 por cento (%) dos elementos que fazem parte da direcção cessante estão interessados em integrar a sua lista.

Sobre a polémica à volta da candidatura de Edson Ribeiro revelou que “todos os cartões de militantes, até hoje, são assinados pelo presidente” da UCID e que “nos registos do partido não consta que seja militante”.

Segundo João Santos Luís, neste momento a UCID tem quatro mil militantes.

Uma nova liderança da UCID será eleita no XVIII.º Congresso do partido, que deverá acontecer de 25 a 27 de Março, na cidade do Mindelo.


CD/ZS

Inforpress/Fim

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