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São Vicente: JMN promete “voz forte” para evitar que o Estado utilize dados dos cidadãos para condicionar pessoas (c/áudio)

Mindelo, 01 Ago (Inforpress) – O candidato a Presidente da República, José Maria Neves, disse hoje que, se for eleito, terá uma “voz forte” para evitar que o Estado utilize os dados dos cidadãos para condicionar politicamente as pessoas e garantir o voto.

José Maria Neves, que falava durante um encontro com artistas de várias vertentes da cultura na ilha de São Vicente, afirmou que “actualmente o Estado tem muitos dados e informações” dos cidadãos, mas “é preciso que esses dados sejam protegidos”.

“O Estado não pode utilizar esses dados para condicionar politicamente as pessoas, para discriminar ou para garantir que votem daquela maneira, porque estaria a invadir e a limitar a liberdade individual das pessoas. E é fundamental que o presidente tenha uma voz forte nesta matéria”, explicou.

Na área da cultura, o candidato disse que se for Presidente da República vai mobilizar recursos para construir um Palácio de Exposições e Artes no Mindelo. Esta ideia, adiantou, surgiu quando visitou a exposição Akuaba, de Carlos Morbey Silva, no Palácio do Povo.

“Fiquei admirado com tamanha audácia, com a grandeza daquela exposição, com essa pessoa que teve a iniciativa de fazer isso e de descobrir a África e trazer a Cabo Verde”, explicou o candidato, reiterando que “o Palácio do Povo em São Vicente deve ser devolvido à presidência, para acolher as reuniões do Conselho da República que deverá se reunir pelo menos três vezes ao ano e não somente para marcar a data das eleições”.

Segundo José Maria Neves, um Palácio de Exposições e Artes no Mindelo traria uma riqueza a nível da cultura, porque teria um espaço para o Carnaval, outro para exposição das artes plásticas e outro para espectáculos.

Por outro lado, o candidato lembrou que Cabo Verde é “um laboratório”, por receber “o encontro de culturas e de civilizações” e por ter criado “uma grande riqueza que é a língua cabo-verdiana”.

Neste sentido, defendeu que se deve “valorizar mais” a língua cabo-verdiana, a música, a dança, o teatro, as artes plásticas, os poetas e romancistas. Também lançou a ideia de “atribuir, durante a Semana da República, três prémios anuais, uma das artes, outra nas ciências sociais e a terceira nas ciências exactas para estimular a investigação nessas áreas”.

José Maria Neves ainda apresentou a ideia de organizar um “encontro das cidades patrimónios mundiais e outra dos pequenos estados insulares no mundo”.

Revelou ainda que se for Presidente da República quer “estar presente, ouvir e entender, ser um factor de construção de consensos no País, chamar atenção, quando for necessário” e, tal como um árbitro, também “dar o cartão amarelo quando necessário”, mas espera “não dar o cartão vermelho, a não ser se a falta for muito grave”.

No quadro da sua visita a São Vicente, o candidato José Maria Neves manteve encontros com diferentes sectores da sociedade civil, participou no fórum das mulheres que decorreu no formato online, reuniu-se com a comunidade empresarial, no Mindelo, e encontrou-se com moradores de diferentes bairros de São Vicente.

Depois de São Vicente, José Maria Neves disse que viajará para São Nicolau e deverá também ir às comunidades na diáspora cabo-verdiana

CD/DR

Inforpress/Fim

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