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São Vicente: ICCA fornece “ferramentas” a professores para detectarem sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes

Mindelo, 04 Jun (Inforpress) – A delegação de São Vicente ICCA iniciou hoje, pelo Agrupamento Escolar nº 3, uma série de acções de capacitação dos professores em matéria de identificação de sinais de abuso e agressão sexual de crianças e adolescentes.

Trata-se, segundo a psicóloga Iria Monteiro, do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), de uma acção destinada a cerca de 40 professores das escolas de Salamansa, Pedro Rolada, Bela Vista e Pedreira, do Agrupamento Escolar nº 3, e que será estendida nos próximos dias aos demais agrupamentos.

É que, para o ICCA, “é importante” que os professores estejam capacitados na questão de abuso sexual de crianças e adolescentes e, por isso, assinalou a mesma fonte, o objectivo é dar “algumas ferramentas” que os ajudem a identificar sinais que depois vão beneficiar outros profissionais que intervêm no sector, como psicólogos e a polícia, até chegar aos órgãos do poder judicial.

Hoje, celebra-se o dia nacional de luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e a psicóloga Iria Monteiro, que ao lado da assistente social Maria da Conceição vai ministrar a capacitação, declara, por isso, que o momento vai favorecer um debate sobre o papel da escola na prevenção do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Durante o dia vai-se falar de “todos os sinais” que as crianças apresentam em casos de abuso, para que os professores possam saber detectá-los e ouvir no momento a criança, para depois fazer o seguimento do caso, pois a escola “é importante” não só como entidade que transmite conhecimento, mas que também trabalha com crianças, com a sua própria sensibilidade, sentimentos e situações de vulnerabilidade.

“Uma escola protectora deve trabalhar na prevenção e identificação dos sinais de abuso sexual e também na denúncia, que é extremamente importante nestes casos, quando ocorrem”, reforçou.

Relativamente aos sinais, referiu a mesma fonte, estes podem ser físicos, que são as provas materiais que a criança ou o adolescente apresenta no corpo, “as mais visíveis e mais fáceis de detectar”, mas também aqueles que, na maior parte dos casos de abuso sexual, ficam invisíveis, e a criança revela através do comportamento, atitudes e actos.

“Os professores devem saber identificá-los, entre eles a rebeldia em sala de aula, mudança brusca de comportamento, por exemplo, de um bom aluno que de repente desleixa”, assinalou Iria Monteiro, para além de outros, a nível de sexualidade, quando uma criança passa a ter um comportamento sexual inadequado para a idade.

São alertas para o professor saber identificar e sinalizar essa criança, continuou, como “criança de alerta” e denunciar às entidades competentes para um trabalho com ela e a sua família.

Até o corrente mês, o ICCA em São Vicente registou 19 casos de abuso sexual em crianças e adolescentes, contra os 23 casos registados no ano passado, no primeiro semestre.

“Temos tido casos de abuso, sobretudo em meninas, mas também já registamos em meninos, contudo devo assinalar que as denúncias são cada vez mais frequentes, o que deriva de uma maior sensibilização das pessoas na matéria”, considerou Iria Monteiro, que apelou à sociedade mindelense para, mesmo assim, continuar a denunciar e, sobretudo, a esforçar-se para trabalhar na prevenção.

“Um caso de abuso afecta todo o meio comunitário, por isso todos juntos para proteger as crianças”, concluiu a psicóloga do ICCA.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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