São Vicente: Governo e câmara municipal vão erguer um busto em homenagem a Luís Loff de Vasconcelos – primeiro-ministro

Mindelo, 25 Jan (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou hoje que o Governo e a Câmara Municipal de São Vicente vão erguer um busto de Luís Loff de Vasconcelos, escritor e jornalista homenageado nesta noite de sábado, no Mindelo.

Segundo o chefe do Governo, que presidiu a cerimónia de iniciativa do executivo, em parceria com Grupo Ímpar, Oásis Atlântico e jornal ArtiLetra, a homenagem começou neste sábado, mas, vai ter continuidade com o “compromisso” de conjuntamente com a Câmara Municipal de São Vicente se erguer um busto a Luís Loff de Vasconcelos.

“É com especial interesse que nós acolhemos esta iniciativa de partilharmos, através de uma iniciativa dos ministérios das Finanças e da Cultura, de darmos visibilidade à história de Cabo Verde, uma história de 560 anos, que deve ser contada, escrita e ensinada por inteiro”, enfatizou.

Uma história em que também fez parte o escritor, político, ensaísta e jornalista natural da ilha Brava e que foi descrito no evento pelo historiador Manuel Brito Semedo.

O historiador lembrou as várias facetas de Luís Loff Vasconcelos, mas, que soube descrever “claramente” a “condição endógena” do povo cabo-verdiano e o “abandono secular” do Governo de Portugal.

Manuel Brito Semedo disse ser nessas condições que Loff de Vasconcelos “considerado o ideólogo da geração de 90 e mentor de Eugénio Tavares e José Lopes, se agiganta, tornando-se como um dos homens que mais batalhou para o progresso da sua terra”.

O também político também foi, segundo a mesma fonte, um “homem de visão”, tendo, inclusive, defendido, nessa época colonialista, a necessidade de haver dois governadores, um para Sotavento, outro para Barlavento”, ressaltou Brito Semedo, para quem o bravense foi um “patriota e um exemplo a ser seguido” nos dias actuais.

Conforme o historiador, Luís Loff de Vasconcelos, a partir de 1897, passou a viver em São Vicente, onde fez a estreia na escrita com a publicação do livro “Ecos da Aldeia”. Tinha ele 36 anos.

Foi director e proprietário da “Revista de Cabo Verde” publicada em 1899 e director de “Opinião” publicada entre 1902 e 1903, também no Mindelo, e proprietário do “Independente”, publicado na cidade da Praia entre 1912 e 1913.

Isto entre várias obras literárias, em que incluem uma colectânea de mornas “ainda inédita”, relembrou o historiador.

Uma colectânea de mornas denominada “Serafim Jon”, em que o também homem da cultura cantou a “mimosa Brava”, e que agora o neto, Augusto Vasconcelos, pediu que se busque o paradeiro, tendo em conta a recente elevação da morna à Património Imaterial da Humanidade.

“Pois, segundo algumas referências antigas elas continham um profundo sentimento da alma e do amor à pátria”, sublinhou o descendente de Loff Vasconcelos, defendendo que o avô “nunca deixou de ouvir a voz da alma”.

Augusto Vasconcelos disse sentir “muita gratidão” pela homenagem feita pelo Governo e também pelo grupo de historiadores e jornalistas que fizeram a recolha dos dados e pontos de vista, que remontam há mais de 120 anos.

Luís Loff de Vasconcelos nasceu em 1861, na ilha da Brava, e faleceu em 1923, no Mindelo.

LN/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Generic filters
Filter by Categories
Ambiente
Cooperação
Cultura
Sociedade
Desporto
Politica
Economia
Internacional
  • Galeria de Fotos